A retomada é indígena ou política?
Que o Brasil precisa fazer uma reparação histórica e ter uma política séria de preservação do povo indígena, isso ninguém discute. É fato. Poderia escrever uma coluna inteira sobre isso, e esta é a terceira coluna em que abordo o assunto. Porém, o que chama a atenção nesse impasse gerado pelo projeto de lei do Estado, que pretende doar uma parte da área ocupada até então pela Fepagro para que o Município implante ali um distrito logístico e tecnológico, foi o "timing" da retomada indígena. O assunto já está tramitando na burocracia estadual desde 2021, primeiro ano da gestão Bonatto e, somente em fevereiro de 2024, acontece a ocupação indígena.
O próprio cacique Eloir de Oliveira, na época, disse ao Sul21 que o movimento aconteceu em decorrência dos boatos: "A gente viu a especulação por parte do Município, querendo praticamente mais da metade deste território aqui para fazer condomínios e esse tipo de coisa. Como esse é um espaço que ainda é preservado (...) a gente veio para cá e iniciamos essa retomada”, afirmou o líder indígena. Nessa mesma matéria, já estão presentes na retomada deputados e lideranças políticas, todas obviamente de oposição aos governos Leite, Bonatto e, agora, de Bortoletti.
Se a intenção da retomada era paralisar ou mesmo impedir a doação do terreno, o Estado foi mais hábil e adaptou o projeto, preservando e respeitando o espaço da retomada. Agora, com a iminência da votação na Assembleia, os indígenas e seus apoiadores políticos querem o todo, e não apenas uma parte. Repito, a causa é séria, merece ser tratado com respeito e seriedade, por ambos os lados, situação e oposição. Eu não sei quem usa quem. Se os indígenas usam as forças políticas aliadas para fortalecer sua luta; ou se há um campo político que está usando os povos originários para melar um projeto de desenvolvimento de uma gestão inimiga.
O fato é que, justa ou não, a retomada também é política.
A Prefeitura se manifestou, e se posicionou assim! Leia a nota na íntegra:
"A Prefeitura de Viamão esclarece que a área conhecida como TAFÉ, trata-se de um espaço cedido pelo Governo do Estado à Prefeitura de Viamão, com potencial para impulsionar o desenvolvimento econômico local e a geração de empregos, prioridade da atual gestão. A ocupação posterior por povos indígenas surgiu somente após a oficialização da doação do espaço ao município. Importante esclarecer que, até aquele momento, não havia registros de ocupação tradicional por parte desses grupos.
A Prefeitura entende que a questão tem sido tratada mais como pauta política por determinados setores do que como uma reivindicação legítima de povos tradicionais. A gestão municipal reafirma seu compromisso com a legalidade, o desenvolvimento sustentável e o respeito ao interesse público."
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IMAS joga comunidade e funcionários do HV contra a Prefeitura
Pelo sim, pelo não, pegou muito mal na comunidade a nota distribuída ontem, dia 16, pelo Instituto Maria Schmitt, o IMAS, dizendo que não tem dinheiro para pagar as rescisões dos trabalhadores do Hospital Viamão. O instituto não é uma micro ou pequena empresa, e pujante. Como não ter, então, o dinheiro necessário para honrar seus compromissos? Ao transferir a responsabilidade para o Município, lava as mãos e joga a comunidade e os trabalhadores do hospital contra a Prefeitura Municipal. No mínimo, uma irresponsabilidade!
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Conselho da Cidade de Viamão tem representantes da Câmara Municipal
Os vereadores Lucianinho (União Brasil) e Marco Antonio Borrega (PDT) foram indicados respectivamente como titular e suplente para o Conselho da Cidade de Viamão (Concivi), representando o Poder Legislativo Municipal, de acordo com a 7ª Conferência Municipal da Cidade. O Concivi é um órgão colegiado de caráter deliberativo, permanente e integrante da Administração Pública Municipal, reunindo representantes do poder público e da sociedade civil, sendo parte integrante do Sistema Nacional de Conselhos de Cidades e do Sistema Municipal de Planejamento e Gestão (SMPG).
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Presidente Pox participa da apresentação do novo gestor do HV
No sábado que passou, dia 12, o presidente da Câmara Municipal de Viamão, vereador Rodrigo Pox (Podemos), participou de uma reunião com o prefeito Rafael Bortoletti (PSDB) e a secretária de Saúde, Michele Galvão, quando foi apresentado o novo gestor do Hospital Viamão, o Instituto Nacional de Pesquisa e Gestão em Saúde, o InSaúde, de São Paulo. O InSaúde assumiu oficialmente a administração do hospital na quinta-feira, dia 10, após vencer a licitação conduzida pela Prefeitura. A organização já atua na UPA do Município e ficará à frente da gestão hospitalar por – pelo menos! - 12 meses.

Foto: Arquivo/DV
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GM age rápido, mostra eficiência e recupera produtos de furto
A Guarda Municipal de Viamão, com o apoio da Polícia Civil, recuperou produtos furtados de uma farmácia da Avenida Liberdade. Graças à agilidade dos agentes e à colaboração da comunidade, os suspeitos foram localizados nas proximidades da Igreja Santa Isabel e, detidos, foram levados à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA). Desde o início do patrulhamento intensivo na região da Santa Isabel, não houve mais registros de arrombamentos em estabelecimentos comerciais. A presença constante da GM tem inibido a ação dos meliantes (palavra do jornalismo policial antigo), garantido mais tranquilidade para comerciantes e moradores da área.]
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É hoje. Câmara de Viamão terá audiência pública na próxima quinta-feira
A Câmara Municipal de Viamão promove nesta quinta, 17 de julho, uma audiência pública destinada a discutir os impactos dos recentes aumentos nas tarifas do transporte coletivo intermunicipal. O evento começa às 18h30min e é uma iniciativa do vereador Maurício Carravetta (Progressistas). Não vai dar em nada!
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Corsan, uma conta que não fecha e não tem sentido
Neste mês, paguei R$ 49,56 pela água consumida – 6 metros cúbicos – e R$ 78,40 por serviços prestados. Total de R$ 127,96, já que na rua em que moro não tem rede de esgoto e, portanto, não pago essa taxa. Detalhe é o valor pelos tais “serviços” prestados é quase o dobro do montante de água consumida. Me parece extorsão, dinheiro para pagar altos salários, manter cabides de emprego, alimentar desvios e custear propinas aos corruptos...





