O professor que quer ensinar skate fora do Brasil

Quem vê o Bruno Oliveira com o skate embaixo do braço caminhando pelas ruas da cidade, não imagina que o jovem morador da São Tomé  é um dos únicos skatistas do Brasil a ter a carteira assinada para ensinar Skate. Fundador do projeto Skate na Comunidade, que este ano projeta atender 200 crianças, Bruno foi contratado pelo Novo Lar para dar aula de skate aos alunos da escola, mantida pelos salesianos em Viamão.

- Graças a Deus hoje eu consigo viver do skate e tocar o projeto – diz Bruno.

O ponto da grande virada do viamonense, que palestra em escolas e universidades sobre sua adolescência conturbada, foi o projeto, que fez com que Bruno acumulasse convites para cursos pelo Brasil inteiro, principalmente depois que uma agência de turismo passou a patrocinar essas viagens.

- Eu sempre recebi muitos convites, mas como não tinha condições de viajar, ia adiando essas viagens. Mês passado retornei de um curso em Santa Catarina, e agora me preparo para viajar para São Paulo, no dia do Autista - 2 de abril, conta. 

E não é só no Brasil que Bruno está mandando bem. O jovem já está escrito em dois programas de voluntariado que fomentam a educação em vários lugares do mundo. O perfil do viamonense é muito elogiado pelas instituições estrangeiras, pois Bruno reúne capacidade técnica e bagagem de vida, dois dos principais ingredientes de um bom voluntariado. O que falta para Bruno continuar brilhando não é diferente do que falta para a maioria dos brasileiros: dinheiro. 

O skatista, que é fenômeno nas redes sociais, procura patrocínio para levar seu sonho adiante. Empresas que acreditem que o esporte vale a pena e queiram colar sua marca em um dos empreendedores sociais mais promissores da região. E aos poucos os incentivadores vão chegando. O último a embarcar no projeto foi uma empresa de outdoor, que divulga as ações do Skate na Comunidade pela cidade. Legal, né?

E o futuro?

- O meu sonho mesmo é espalhar o Skate na Comunidade para mais lugares de Viamão. Conseguir descentralizar as ativades de forma permanente. Quem sabe um dia eu chego lá? - projeta Bruno. 

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