Só tem uma coisa que pode ser mais incomodativa para um prefeito que um vereador de oposição: vários vereadores de oposição juntos, em bloco. Nada passa despercebido pelo quinteto formado por Rodrigo Pox (PDT), Guto Lopes (PSOL), Adão Pretto Filho e Armando Azambuja (PT) e o novato (na oposição) Nadim Harfouche (PP). Depois de conseguir na justiça a anulação de mais de 13 mil multas de trânsito aplicadas por pardais no início do ano, agora é a vez da recente taxa de iluminação pública ser contestada no judiciário.
A história é a seguinte: a prefa encaminhou um PL instituindo a tal taxa de iluminação pública que deve ser usada para substituir lâmpadas e manter o sistema da cidade funcionando. Os vereadores aprovaram e a partir da conta de luz de outubro, você, eu e todos os viamonenses passamos a pagar R$ 8,00 a mais. Só a CEEE, responsável pela energia elétrica urbana, possui mais de 75 mil clientes no município. A oposição, que votou contrária a taxa, não gostou da forma como ela foi cobrada, na palavra deles “do dia pra noite” e protocolou ação no Ministério Público para tentar anular a cobrança. Se a justiça vai dar razão para a oposição ou para a prefeitura só o tempo dirá.
Eu não me recordo, na história recente da CMV, de uma oposição formada por vereadores, de partidos diferentes, que defendem causas diferentes e tem pretensões políticas distintas. Na última legislatura, por exemplo, Eda (PDT) e Ridi (PT) protagonizavam os embates contra o governo. Antes do PSDB assumir a prefeitura Nadim e Joãozinho da Saúde eram os nomes da oposição, com discursos calorosos e pedidos de informação incomodativos. Mas nessas duas legislaturas era cada um no seu quadrado, puxando brasa pro seu assado, sem um bloco propriamente dito.






