Petista independente do PT busca terceiro mandato

Candidato do PT, Ridi já foi prefeito de Viamão por dois mandatos

Nós só teremos políticos melhores se tivermos cidadãos melhores. Tudo passa por uma boa educação!

 

Aos 57 anos de idade, Eliseu Ridi Chaves quer retornar à chefia do Executivo de Viamão depois de uma longa ficha na vida pública que incluem dois mandatos como vereador, dois como prefeito e o atual, também como parlamentar, que encerra em 31 de dezembro.

E qual a razão desta vontade de ser prefeito de novo?

O servidor licenciado da prefeitura de Porto Alegre, explica que a sua ambição tem duas razões.

--- Primeiro porque me sinto mais preparado agora, depois de ser prefeito por oito anos, acompanhar os dois mandados do prefeito Alex (Boscaíni, também do PT) e avaliar como e o que fazer como administrador. Em segundo lugar porque estou atendendo a um desejo da comunidade. Ninguém é candidato de si mesmo, e há de vários setores da população fazendo esse pedido, que têm esse entendimento de que eu devo ser prefeitgo de novo. São pessoas que consideram que fizemos um bom governo e querem que o trabalho seja retomado.

E continua:

--- Não tem nada a ver com questão de vaidade pessoal. Eu acho que posso, que tenho condições , experiência e capacidade para voltar a governar Viamão, fazendo mais e melhor do que consegui realizar nos dois mandatos anteriores.

Como candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao lado de Anderson Alberto Silva de Lima, o vereador Zé Lima, do partido Solidariedade e que concorre como vice, Ridi garante que gostaria de retomar muitos projetos que implantou no município, como prefeito. 

--- Muitas coisas que eu fiz ou iniciei, gostaria de continuar, ampliar e melhorar. Trabalhei muito pela educação e penso que posso fazer ainda mais. Por exemplo, o nosso foi o governo que mais construiu escolas. 

NÃO FOI MÁGICA

Ridi bate muito na tecla do quadro financeiro em que diz ter encontrado a Prefeitura, quando assumiu em seu primeiro mandato, e como a deixou recuperada, oito anos depois.

--- Claro que isso não foi mágica, trabalhamos muito para melhorar a receita de Viamão e partimos da ideia de que não existe investimento se não houver financiamento. Então, para termos mais estrutura em todos os setores, como saúde, educação, manter a folhga do funcionalismo em dia, focamos na atração de novas empresas e tratamos de assegurar as que já estavam vindo para a cidade.

O candidato admite que a prefeitura até alterou a legislação para que empresas de grande porte pudessem se instalar em Viamão, mas justificou que isso serviu para aumentar a receita e gerar emprego e renda no município.

 

No ano de 1997, quando eu assimi a prefeitura, a nossa receita era de R$ 19 milhões. Nos entregamos a prefeitura para o Alex, oito anos depois, com um orçamento de quase R$ 100 milhões. Viamão era o 47º município no ranking gaúcho.

 

As pessoas precisam de agilidade no atendimento à saúde

--- O essencial é atacar e resolver os problemas na base da rede de atendimento à saúde pública. Solucionar o que está errado nos postos de saúde e, se necessário, ampliar o número de postos, mais funcionários e médicos.

A visão --- entre outras --- é do candidato Ridi, do PT, para melhorar os serviços de saúde pública de Viamão.

Ele diz que pretende resolver, também, os problemas que diz existirem no serviço do tele-agendamento de consultas que, garante, não está sendo eficiente ao ponto de atender às necessidades da população.

--- As pessoas precisam marcar suas consultas com agilidade e encontrar com o médico no menor prazo possível. Isso não acontece hoje. E quando alguém consegue consultar, enfrenta outro problema que é ter a receita e o município não dispor de medicamentos para fornecer. E se tem encaminhamento para cirurgia, daí nem se fala no problemão que é, porque entra a questão do SUS. É preciso reduzir o tempo das pessoas na fila da espera da consulta, tem que ter o remédio para entregar, tem que fazer o exame com agilidade e a cirurguia, a mesma coisa. As vezes é uma cirurgia simples acaba demorando meses. Isso é inconcebível.

Outro ponto que Ridi destaca se refere à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Os serviços precisam ser melhorados e ele pretende, garante, cobrar recursos do governo federal para investir neste serviço.

--- A prefeitura tem que manter a UPA com a estrutura de uma UPA, que ainda não é!

 

Ridi tem planos para melhorar a segurança pública

--- O estado não está cumprindo com o seu papel na questão da segurança pública. O governo atual está deixando muito a desejar e é preciso cobrar de forma firme para que sejam destinados os recursos necessários ao aparelhamento da segurança e aumento de efetivo.

O pensamento é do candidato Ridi, que quer ser prefeito de Viamão pela terceira vez, que alerta:

--- A prefeitura também tem parte de responsabilidade e não pode se eximir nesta questão. O prefeito tem que brigar com o governo no bom sentido, cobrar e cobrar e cobrar. 

No que se refere às atribuições que a prefeitura pode assumir para melhorar a segurança pública, Ridi diz que uma das saídas é investir na ampliação e capacitação da guarda municipal, com adequação da legislação e aquisição de viaturas.

Outra questão diz respeito ao sistema de videomonitoramento que Ridi acha que precisa ser expandido, beneficiando as vilas mais populosas da periferia e até o meio rural.

--- Os proprietários rurais também estão muito preocupados com a segurança --- diz ele.

Por fim, sobre esta área, Ridi diz que pretendem implementar um relacionamento muito próximo com os conselhos que tratam da segurança, especialmente o Consepro. 

--- A prefeitura repassa hoje para om Consepro apenas R$ 15 mil por mês. Uma insignificância considerando as necessidades de um município que tem o tamanho de Viamão.

 

Uma das ideias que tenho é estudar a possibilidade de implantar o transporte através do aeromóvel entre Porto Alegre e, pelo menos, até a parada 31 aqui em Viamão. Isso serviria muito para avançar na questão da mobilidade urbana e acabaria com os transtornos que os viamonenses que precisam trabalhar na capital enfrentam todos os dias.  Não sei se é difícil, mas tenho certeza que não é impossível fazer isso

 

Linha dura na fiscalização e cobrança do transporte coletivo

 

No setor do transporte público municipal a ideia do candidato --- como em todas as outras áreas de competência --- é melhorar o serviço prestado à população.

Ridi assegura que quando assumiu em seu primeiro governo o serviço dos ônibus urbanos era bastante precário, mas que com assessores competentes fez a empresa responsável “entrar nos eixos”, inclusive com um minucioso levantamento que apurou o número de passageiros efetivamente transportados, o que serviu para adequar a tributação ao que era devido. 

A melhoria do transporte público na área urbana é considerada pelo candidato a prefeito como condição importante até para melhorar a economia municipal.

--- Com um transporte interno melhor, mais eficiente e capaz, as pessoas deixam de ir a Porto Alegre, por exemplo, para fazer suas compras. E comprando mais no comércio local, isso tem reflexo na manutenção e geração de empregos e no aumento da arrecadação municipal de impostos, o que significa crescimento econômico.

Ridi sustenta que o atual governo não exigiu da empresa concessionária e nem tomou a iniciativa, por exemplo, de instalar abrigos nos pontos de embarque e desembarque de passageiros. 

--- Independente de licitação a prefeitura tem que ter um programa mínimo de atenção aos passageiros, seja na forma de infraestrutura (abrigos e terminais) ou de fiscalização do serviço prestado evitando, por exemplo, o atraso dos ônibus.

 

QUEM É O CANDIDATO:

Nome: Eliseu Fagundes Chaves, o Ridi

Nascido em:Porto Alegre, dia 11 de agosto  de 1959, 57 anos.

Mora em Viamão desde 1960.

Formado em Pedagogia, é funcionário público da Prefeitura de Porto Alegre, lotado no Departamento Municipal de Água e Esgoto (IDmae)

Na vida pública, foi eleito vereador pela primeira vez em 1988, reeleito em 1992, chegou ao cargo de prefeito em 1996 e foi reeleito chefe do Executivo no ano 2000.

Em 2008 foi o segundo candidato mais votado para a Câmara de Vereadores mas acabou não assumindo por ter sido impugnado devido à rejeição de suas contas como prefeito.

Fez nova tentativa em 2012 quando conseguiu voltar ao Legislativo.

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