Receita Federal arrecada R$ 222  bilhões em fevereiro

Crescimento real da arrecadação federal marca o melhor resultado para fevereiro e bimestre desde 2000

A arrecadação total das Receitas Federais atingiu, em fevereiro de 2026, o valor de R$ 222 bilhões, registrando acréscimo real (IPCA) de 5,68% em relação a fevereiro de 2025.

No período acumulado de janeiro a fevereiro de 2026, a arrecadação alcançou o valor de R$ 548 bilhões, representando um acréscimo pelo IPCA de 4,41%. Importante observar que se trata do melhor desempenho arrecadatório desde 2000, tanto para o mês de fevereiro quanto para o bimestre.

O acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, pelo crescimento da arrecadação da contribuição previdenciária e pelos desempenhos das arrecadações do PIS/Cofins, do IRRF-Capital e do IOF.

Fatores principais

O PIS/Pasep e a Cofins apresentaram uma arrecadação conjunta de R$ 47 bilhões, representando crescimento real de 8,45%. Esse desempenho é explicado pelo aumento de 1,14% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 3,34% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025; e da recuperação da arrecadação relativa ao setor de combustíveis.

A Receita Previdenciária totalizou uma arrecadação de R$ 60 bilhões, com crescimento real de 5,68%. Esse resultado se deve ao crescimento real de 3,89% da massa salarial e de 7,98% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário de fevereiro de 2026 em relação a fevereiro de 2025.

Além disso, houve a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos, de acordo com a Lei nº 14.973/24, a partir de janeiro de 2025.

O IOF apresentou uma arrecadação de 8 bilhões, representando crescimento real de 35,73%. Esse desempenho decorre tanto das operações de crédito, quanto das operações de câmbio referentes à saída de moeda estrangeira, especialmente em decorrência de alterações legislativas implementadas em junho de 2025.

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