Receita Federal arrecadou 171 bilhões em Março

A arrecadação das receitas federais em todo o país no mês de março de 2023 totalizou 171 bilhões de reais. Este valor representa um decréscimo (uma queda) real de 0,42% na comparação com o março de 2022.

Fatores negativos

O Imposto sobre Produtos Industrializados protagonizou quedas em absolutamente todos os setores, por conta da redução de alíquotas: foram -1,17% no setor de combustíveis, -19,67% sobre outros produtos, e ainda -24,36% no IPI vinculado às importações.

O próprio montante arrecadado com o Imposto sobre Importações teve um tombo de -15,34%.

A arrecadação de tributos sobre os lucros das empresas também teve quedas: no IRPJ foram -5,87% e outros 5,76% no PIS/Pasep e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

Curvas em alta

Os indicadores negativos foram parcialmente compensados por avanços em rubricas ligadas aos salários dos trabalhadores, como a Previdência (6,99%) e o Imposto de Renda Retido na Fonte – Rendimentos do Trabalho (8,17%).

Estes últimos indicadores foram puxados pelo crescimento da massa salarial: no total, a soma dos salários dos brasileiros em março de 2023 é 11,62% (valores reais) maior do que era no mesmo período em 2022.

Ao lado deles, outro item que ajudou a estabilizar a queda foi a entrada de aproximadamente 1,2 bilhão de reais obtidos nos acordos feitos dentro do programa Litígio Zero.

Causas da flutuação

Na coletiva de imprensa realizada para a apresentação dos resultados, na manhã de terça-feira dia 25, o auditor-fiscal Claudemir Malaquias, chefe de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, citou a redução de tributos sobre combustíveis e referiu-se à guerra da Ucrânia ao dizer que “passados os efeitos mais intensos de instabilidade no mercado global, você tem uma acomodação do preço das commodities”.

Ou seja: as turbulências causadas pela explosão da guerra no ano passado causaram uma disparada dos produtos primários (agro e mineração) que são o carro-chefe da nossa balança comercial. Agora, tudo aquilo começa a dar lugar a uma “nova normalidade”, com a normalização do comércio global.

Trimestre ainda teve saldo positivo

Apesar do resultado negativo neste último mês, o acumulado parcial do ano (de janeiro a março) registra um crescimento de 0,72% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em valores absolutos, já foram arrecadados 581,7 bilhões até agora.

Rio Grande do Sul

Seguindo em uma direção oposta, a arrecadação no nosso Estado (7,4 bilhões) registrou um crescimento real de 7,2% em relação a março passado.

Por aqui, os recolhimentos de COFINS cresceram em 5,1%, o PIS/PASEP em 4,2%, o IRPJ em 10,7% e o IRPF em 1,9%. Estes fatores todos compensaram a previsível queda no IPI, que seguiu as mesmas tendências do cenário nacional.

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Compartilhe esta notícia:

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

Exaustão

Salete havia decidido mudar de vida. Morava num pequeno sítio no interior de São Paulo. Mas pensava que seria mais feliz na capital.Engano profundo. Na capital moravam os grandes vícios.

Leia mais »

Cachorro e Cuia

Nesta cidade praiana o comum eram cachorros e cuias. Não dá pra dizer que não era umacidade sonho gaúcho. Era. Outono,quase inverno,e as poucas pessoas que circulavam na ruatinham este

Leia mais »

Receba nossa News

Publicidade

Facebook