TORNADOS: Fúnil do mal

Não imaginava que me assustaria tanto. Não fazia real ideia de sofrimento. Enfim, como diria Mário Quintana. “Tempos Bicudos”! Estamos em 2026 vivendo uma hecatombe climática sem precedentes que afeta o mundo inteiro. E analiso a fragilidade humana. Somos pequenos e indefesos para tanta tragédia.

O Brasil precisa melhorar a forma como a população reconhece tornados. Essa é a afirmação do professor Ernani Nascimento, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Segundo ele, quando o fenômeno está claramente visível em imagens ou vídeos, a identificação deve ser direta, porque isso ajuda as pessoas a entenderem a gravidade da situação e a reagirem com rapidez.

A confirmação técnica do fenômeno continua sendo necessária para definir intensidade,trajetória e danos, reconhecimento visual quando ele já aparece de maneira inequívoca.

Conforme publicação da METSUL Meteorologia,a discussão sobre o tema ganhou força após o registro de três tornados na Região Sul em apenas 12 dias.O primeiro ocorreu em 28 de julho, no noroeste do nosso Estado atingindo áreas de diferentes municípios e causando danos em propriedades, árvores e estruturas. O segundo tornado aconteceu em 6 de agosto em Pedro Osório e o terceiro a 8 de agosto em Piraí do Sul no Paraná.

A principal orientação em caso de tornado é buscar abrigo imediatamente em um local fechado e estruturalmente resistente. Como o Brasil não conta com a mesma rede de abrigos subterrâneos existente em parte dos Estados Unidos, a proteção precisa ser encontrada dentro das propias edificações.

Em casa ou em um prédio, o ideal é ficar no andar mais baixo possível, longe de janelas,portas de vidro e paredes externas. O recomendado é procurar um comodo pequeno e central, como banheiro,corredor ou deposito, e se proteger sob uma estrutura resistente, como uma mesa pesada.Também é importante cobrir a cabeça e o pescoço com os braços, colchões ou cobertores até a passagem do fenômeno.

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