Tudo começou com um sol intenso iluminando o horizonte marítimo ali por volta das sete horas da manhã. Na praia, quase ninguém. Mas aos poucos tudo tomou um sentido. Tudo se fez praia, era sábado.
No céu, um paragleider colorido ia percorrendo a geografia da praia. Fazia barulho de motor e o condutor nem piscava. Ao longe um vendedor ambulante chegou com seu carrinho de roupas praianas. Oferecia às mulheres, shorts,túnicas e vestidinhos coloridos.
O vendedor chamado,Heberti, veio de Minas Gerais no Vale do Jequitinhonha trabalhar em Capão da Canoa. Enquanto isto ia tentando vender seus produtos. Bem ao fundo da praia alguns pescadores amadores iam jogando suas carretilhas ao mar, na esperança de fisgar algum peixe para o almoço.
Uma moça posicionou sua cadeira de praia junto às dunas e ligou sua caixinha de som. A cantoria era do sertanejo Eduardo Costa. Ao lado, um casal abre e monta seu guarda-sol. Na praia e, em grupo, alguns homens fazem cooper correndo em disparada com seus relógios de marcar batimentos cardíacos.
Mais à frente um senhor corre solitário segurando uma latinha de cerveja. Passa. Lá vai ele.Uma mulher jovem também em passos apressados faz sua caminhada portando uma garrafinha de água mineral.Um homem grisalho prefere um banho de mar. Dá grossas passadas e mergulha.
Na saída do mar encontra um conhecido. Se cumprimentam. Ficam batendo “papo” por alguns minutos.
Na praia, um moço chama a atenção de todos. Está vendendo bilhetes para a Mega da Virada. Frisa que o prêmio é de 800 mil enquanto o cartão custa 25 reais. Alguns apostam na sorte e jogam.Seu Ederson Rodrigues Lopes, o vendedor , veio de Torres trabalhar em Capão da Canoa.
Ao melhor estilo gaúcho surge um casal descendo o cômoro. Ambos usam chapéus. Em sua sacola, uma garrafa térmica, bomba e cuia de chimarrão. Montam uma mesinha plástica preta onde por certo, depois do chimas, almoçarão.São gaúchos e a praia de hoje já está lotada. Meio-dia em ponto. Sol a pino e c, continua chegando gente.De todas as tribos. (Ana D´Avila)





