Virada de ano e mudança de governo: A Viamão que todos precisam

Eu. Por mim mesmo. De volta a Viamão e torcendo pela cidade

Final de ano, aliás, mais precisamente, último dia do ano. Uns dirão que é momento de reflexão, tempo de avaliar o que passou e projetar os dias vindouros. Outros admitirão que não estão nem aí. Querem mais que o mundo exploda com as guerras que acontecem no outro lado do planeta e que, por aqui, que tudo seja bem no estilo do “quanto pior melhor”, para que possam auferir dividendos enquanto pretensos políticos, por meio dos golpes digitais que pipocam nas telinhas dos celulares, ou – simplesmente! – porque são verdadeiros seres alienados. Não alienígenas, que fique claro.

Pois bem!

Mais especificamente sobre Viamão: Nesta terça, 31 de dezembro, se encerra um mandato de governo municipal e nesta quarta, 1º de janeiro de 2025, se inicia um outro. Não estive na cidade das figueiras nos últimos quatro anos. Mas tive duas passagens em anos anteriores, lá no final de 2012 e começo de 2013, e durante um tempo ao longo de 2016. Como jornalista, e sem a modéstia paraguaia, tenho o olhar um pouco mais aguçado do que a maioria das pessoas que transitam pelo centro ou periferia da cidade. Andei antes e, agora, no meu retorno à cidade há exatos 33 dias, continuo circulando pelas ruas centrais e periféricas, atento ao que se passa, ao que mudou, e ao que se mantém tal qual “dantes, no quartel de Abrantes”.

Observei neste tempo de volta a Viamão que muita coisa continua igual. A periferia tem muitas ruas com buracos, carecendo urgentemente de uma atenção especial, de uma negra cobertura asfáltica. Várias receberam esta cobertura, mas fato é que nos últimos nove, ou quase 10 anos, a cidade se expandiu por resultado do seu crescimento populacional. Então, mais ruas surgiram e o problema se manteve, na mesma proporção, ou até ampliou. Boa parte do comércio se mantém o mesmo, alguns estabelecimentos sobrevivem aos trancos e barrancos e uns poucos inovam e se expandem. Bom que muitas grandes redes varejistas chegaram por aqui, oferecendo mais opções entre os mesmos tipos de produtos e disputando consumidor por meio de preços mais baixos ou descontos promocionais.

Teria muito a falar sobre como eu vivi e como reencontrei Viamão! Mas não vou encher os pacovás (é uma planta, eu sei, mas popularmente remete à paciência das pessoas) com um textão feicibuquiano. O importante é que está virada de ano coincide com uma virada de chave no governo municipal. E é sobre isto que quero falar. Ou escrever!

O que me chamou a atenção no último mês?

A revitalização, o investimento, a melhoria de um lugar que deve ser um dos cartões postais da cidade, o Lago Tarumã. Antes, um espaço de águas poluídas, razão de queixas pelo mau cheiro que suas águas exalavam. Circundado por uma vegetação que servia de abrigo à marginalidade e aos consumidores de (bom, deixa assim!)... Hoje um espaço com visual agradável, que convida as famílias, aos enamorados, aos adeptos da vida saudável, a sentarem à sombra, sorverem um mate amargo ou praticarem caminhadas e pedaladas.

Gostei muito do viaduto no encontro das RSs 040 e 118, que colocou fim, ou quase, aos quilométricos engarrafamentos dos horários de pico ou nos tempos de veraneio, acabando com a paciência dos motoristas e ponto de colisões entre veículos, algumas bem graves, lembro. Não estive lá, ainda, mas já ouvi elogios rasgados sobre o que vem sendo feito no Parque Saint Hilaire, depois de idas e vindas sobre de quem era a responsabilidade pela administração e manutenção do local. Vou conferir como está no próximo final de semana, quando não devo viajar como costumeiramente faço para ver familiares, por este Rio Grande de Deus.

Mas o que mais me agradou foi saber, ouvir, ver, que Viamão muito se desenvolveu em termos de infraestrutura viária para os lados de Itapuã. E, principalmente, que a cidade está se estruturando - com foco - e trabalhando para implementar o turismo, uma rica indústria sem chaminés capaz de alimentar economicamente quem empreende e alavancar, financeiramente, por meio de tributos, os cofres municipais, para que mais investimentos retornem às pessoas em áreas básicas como saúde, educação, estrutura viária, segurança, detalhes que podem atrair ainda mais empresas do trade turístico, como hotéis, restaurantes, atrativos de lazer e cultura.

Encerrando, sem apologias, paixões, ou torcidas como do Grêmio e Inter, faço uma aposta, como as dezenas que relacionei na Mega-Sena da Virada, de que o município tende a se desenvolver tal qual ouvi no evento de apresentação “Viamão: Terra de Oportunidades”. São muitos e excelentes e alvissareiras informações sobre o que está sendo feito, o que está sendo projetado, o que já tem recursos garantidos, o que deve ser feito a curto, médio e longo prazo. Nesta virada, pois, junto-me aos otimistas, aos que não vivem no mundo da lua, e torço para que, se não tudo, pelo menos 75% do plano mostrado seja tornado realidade. Até porque não estou pretendendo mudar de cidade, outra vez.

Por isso, então, desejo, de coração, um próspero 2025, e que nos anos seguintes as coisas aconteçam com celeridade, transparência, eficiência e coerência. Então, obrigado Viamão, por me receber de novo, e que teu futuro – enquanto cidade e interior – seja tão desenvolvimentista quanto o desejo que tenho de prosperar por aqui. Façamos juntos, e me incluo neste propósito, o máximo para que a segunda Capital Farroupilha, o maior município gaúcho em extensão territorial, seja efetivamente uma “Terra de Prosperidades”. Muita prosperidade. Felicidades e saúde!

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