Vivendo com mistério

Sentado numa cadeira não tão confortável, ele respirava. Vivia. Em seu colo um livro interessante: “Jung, o Místico”.O autor, Gary Lachman, analisava o oculto de uma forma penetrante. E o leitor da cadeira desconfortável, ia saboreando a biografia e os ensinamentos.

Jung, por sua vez, lendário psicólogo suíço, teve uma vida rica em experiências  paranormais. Foi discípulo de Freud e num estilo vigoroso e envolvente criou a psicologia concentrada no significado dos sonhos e da mitologia. Personificou o caminho místico ocidental.

Na cidade brasileira, o dia começava com céu nublado.O inconsciente coletivo de Jung parecia adormecido. Ao acordarem todos seriam envolvidos novamente por aflições e preocupações desta época tão nebulosa do Brasil. O noticiário da TV, Rádios e Internet estava enlouquecendo as cabeças pensantes. Não se sabia, com certeza, mais nada.Se tudo era verdade ou mentira.Se era bom ou ruim. Se era robô ou ser humano. Enfim, notícias que perturbavam.

O certo é que alguma coisa adviria do caos. O que seria? Estaria o subconsciente coletivo do Brasil emburrecido? Pois aqui ninguém estuda muito, pouca gente lê, pouquíssimos frequentam museus. O que um povo inculto pensa nas dificuldades? Apela para a violência! Modo incivilizado de resolver problemas. O Brasil hoje é uma nave desgovernada. Por mais que se tente entender, não existe explicação lógica.

Para Jung, é importante que tenhamos um segredo e a intuição de algo incognoscível. Esse mistério dá à vida um tom impessoal e “numinoso”. Quem não teve uma experiência desse tipo perdeu algo de importante. O homem deve sentir que vive num mundo misterioso, sob certos aspectos, onde ocorrem coisas inauditas – que parecem inexplicáveis – e não somente coisas que se desenvolvem nos limites do esperado.

O inesperado e o inabitual fazem parte do mundo Só então a vida é completa. Esperemos que o mistério brasileiro nos revele seu lado bom. Porque viver é ansiar o melhor. E para completar: Jung acreditava no misticismo. De forma sutil. Muito sutil.

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