Esses dias assisti a uma entrevista num telejornal que falava sobre videogames. Foi uma questão curta que me chamou a atenção: o repórter havia questionado um adolescente sobre o que tanto o atraía nos games. E a resposta foi a mesma que eu daria: o envolvimento com a história tramada e, também – por que não? – o desafio que representa.
Quando escrevi sobre videogames nesse espaço pela primeira vez, o fiz com o objetivo de “quebrar um tabu”, digamos assim, pois muita gente tem um certo preconceito com adultos que brincam com games. E agora volto a escrever sobre esse mundo virtual, explicando também o que me atrai tanto nessa área.
Nessa primeira oportunidade em que abordei esse assunto em minha coluna, lembro que até falei sobre o meu envolvimento com a história do jogo, o principal fator que faz com que a gente comece e termine de jogar, ou melhor dizendo, “virar” um jogo.
O desafio
A questão é essa: o desafio de terminar uma partida de futebol, por exemplo, seja contra a inteligência artificial do videogame, seja com outro oponente, tanto no mundo virtual quanto contra um amigo que esteja jogando ao seu lado, e vencer; ou a de começar a traçar a história de um determinado personagem no jogo até o final, superando os obstáculos que surgem e que acabam colocando em xeque a sua habilidade e capacidade para traçar esse caminho até o fim. São esses desafios que fazem com que todo jogador de videogame se empenhe em terminar aquilo que começou – e quando o faz, procura um novo desafio para superar.
Comigo é assim. Não é à toa que a cada dia que passa, mais e mais jogos vão surgindo e despertando o interesse da galera toda. E isso não vale só para os consoles. No mobile – com o famoso smartphone – milhares de opções surgem diariamente e vão instigando as pessoas a descobrirem novos limites e capacidades de superação de raciocínio e lógica – que são as capacidades mais exploradas nesse mundo.
Meu novo desafio
Com meu smartphone eu acabei descobrindo um jogo enquanto estava de férias. Ou seja, há cerca de 30 dias – na verdade até mais – eu estou me proporcionando um novo desafio pessoal. E esse é um pouco diferente dos que eu costumo jogar.
Devido ao fato de ter assistido à diversas publicidades enquanto jogava outros jogos – e por diversas vezes – acabei fazendo o download de Final Fantasy XV: A New Empire. Trata-se de um jogo estilo Age of Empires, um clássico do PC dos anos 90 ainda, se não me engano. A diferença é que ele é todo online e que tanto a cooperação quanto a competição dependem de pessoas reais. Você cria sua cidade e passa a desenvolvê-la, mas para obter um desenvolvimento mais acelerado você precisa participar de uma guilda, onde recursos podem ser doados.
Na iminência de guerra, então, estar em uma guilda pode ser a chave do sucesso, já que milhares de tropas aliadas podem ser deslocadas para proteger o seu império e, depois, contraatacar com todas as forças. No centro de tudo, a disputa pelo Cristal, e quem controlar o cristal é declarado o imperador do reino. A questão é que existem vários reinos que não tem nenhum conhecimento um do outro, ou seja, não se sabe nem o poder militar de cada reino individualmente. Em resumo, você pode ser o bam-bam-bam no seu reino, mas quando os reinos se “encontrarem” – e há previsão de que isso ocorra – ninguém sabe ao certo o que vai acontecer.
O jogo em si por vezes parece repetitivo, mas a interação com outras pessoas e a possibilidade de desafiar outros jogadores “inimigos” acabam conquistando um público fiel. Vale a pena jogar.





