Entrando na segunda semana de desgaste e assistindo a oposição cada vez mais afinada, base aliada encara a terça-feira como Dia D para uma virada
Se depender só dos vereadores da base, o veto às modificações da lei que proíbe os pardais vai ser votada amanhã - chova canivete ou não.
- Concordamos que o assunto precisa ser resolvido - diz o vereador Francinei Bonatto, um dos líderes informais do time que apoia o paço municipal.
Evandro Rodrigues, que dia desses disse dentro do gabinete do prefeito André Pacheco que o assunto das multas estava mal encaminhado, concorda. Depois de entrar na última hora na chapa que compõe a executiva do PSDB na cidade, se fosse contra o veto anunciaria o rompimento.
- Voto pelo veto - disse Evandro, falando com o Diário ainda na sexta-feira da semana passada.
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Se votar unida ou tiver poucas defecções, leva: dos 21 vereadores, a base aliada tem 15. Quatro estão com a oposição e dois, lá e aqui. Nessa do veto, o PTB de Eraldo Roggia e Guguzinho Streit não disse como vota. Mas o palpite é que estejam com o governo.
O único que deve formar uma dissidência formal é Nadim Harfouche, do PP. De nariz torcido com o papo das multas desde que o primeiro pardal subiu no poste, não tem feito questão de esconder seus descontentamentos.
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ENTENDA O CASO - O que se vota na sessão desta terça?
O que os vereadores vão votar na sessão de terça é o veto do prefeito André Pacheco às emendas feitas pela Câmara ao projeto de lei 147/2016. O projeto revogava integralmente a lei 3.094 de 2002, de autoria do vereador Armando Azambuja (PT), que proíbe a instalação de pardais e caetanos em Viamão.
As emendas, aprovadas pela Câmara em dezembro, proíbe pardais em trechos de avenidas cuja velocidade controlada seja inferior a 40km/h. Para esses trechos, o equipamento sugerido são as lombadas eletrônicas.
Para trechos de 60km/h, os pardais estariam liberados.
Ao assumir, o prefeito André Pacheco vetou as emendas, alegando que estariam em desconformidade com o Código Brasileiro de Trânsito.
O veto será derrubado caso os votos contrários sejam dados por 11 vereadores.
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