A América Latina gerou 9% dos resíduos eletrônicos do mundo em 2014, a maioria no Brasil (36,16%), enquanto Chile e Uruguai foram os maiores produtores per capita desse tipo lixo na região, segundo um estudo da Associação de Empresas da Indústria Móvel (GSMA) e da Universidade das Nações Unidas divulgado pelo site G1, da Globo, no final do ano passado.
Na mesma linha, o documento "E-Waste na América Latina: Análise estatística e recomendações de política pública" ressalta que a maior parte desses resíduos, que abrangem desde pequenos eletrodomésticos, monitores de televisão e telefones celulares, foi gerada no Brasil, que em 2014 produziu 1,4 milhão de toneladas, o que é atribuído à "grande quantidade de moradores".
O lixo eletrônico contém alta concentração de metais pesados existentes nos equipamentos eletrônicos, que pode contaminar tanto o ser humano durante a sua fabricação como após.
Estes materiais, quando jogados em aterros não controlados e lixões, podem contaminar o solo e atingir o lençol freático, interferindo na qualidade dos mananciais. Caso a água venha a ser utilizada na irrigação, criação de gado ou mesmo no abastecimento público, o homem pode ser afetado.
Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n. 12.305/2010), é obrigatório que todas as empresas, importadores, consumidores, prefeituras e todo órgão público tenham a responsabilidade de recolher ou mandar para aterros sanitários os lixos por eles criados ou utilizados.
E em Viamão?
O município de Viamão conta com a coleta seletiva solidária, que é feita por uma cooperativa de catadores, a Cooperativa Viamonense de Catadores e Recicladores (Covir). É ela que gera renda e emprego para mais de trinta famílias que trabalham na unidade de triagem da Estalagem. Eles também são responsáveis por recolher o lixo seco depositado nos 200 postos de entrega voluntária (PEVs), localizados em escolas municipais, estaduais, unidades de saúde, Ministério Público, prédios públicos, empresas, comércios e condomínios.
A unidade de triagem hoje também recebe, além dos materiais recicláveis, óleo de cozinha, isopor e também eletrônicos, eletrodomésticos (quebrados ou funcionando), bem como itens possíveis de reutilização e/ou reaproveitamento (roupas, móveis e objetos usados possíveis de reutilização). É importante ressaltar que o local não recebe descarte de pilhas e baterias.
Unidade de Triagem de Viamão
Estalagem – Rua José Garibaldi, 1304, Jardim Estalagem
Horário de atendimento ao público – de segunda a sábado, das 8 às 12 horas e das 13h30 às 17h30.
Fone: 3045.4780
Materiais recicláveis e reutilizáveis recebidos nas unidades de triagem: Papeis (jornais, revistas, livros, etc..), plásticos, sucatas de ferro, metais (ferrosos e não ferrosos), vidros, óleo de cozinha usado, isopor, eletrodomésticos e eletrônicos (quebrados ou funcionando), roupas, objetos e utensílios em geral.





