Saul Teixeira | Inter de Medina entre a paciência e a miopia

IMAGEM: SC Internacional/Divulgação

Futebol requer tempo, rotina, repetição e insistência! Foram apenas quatros jogos. Por ser início de temporada, naturalmente, o rodízio entre os titulares tem sido a tônica. Treinador estrangeiro, ainda em adaptação cultural e futebolística ao Brasil.

Todo o parágrafo acima, até salvo melhor juízo, ajuda a justificar o baixo rendimento do Inter. É preciso paciência. Como se diz no popular, deixem Alexander Medina trabalhar.

Entretanto, é assustadora a pobreza de ideias do time. Algum avanço o Inter já deveria e poderia ter mostrado. A equipe segue consagrando o marasmo de 2021. Posse de bola improdutiva, mecânica previsível, transição lenta, problemas defensivos graves e ataque refém do brilho individual.

Não se trata de reinventar a roda ou bancar o professor Pardal, mas alguns testes poderiam entrar na prancheta do gringo. Por exemplo, algum sistema que sem a bola garanta migração defensiva para a linha de 5, tendência mundial. O ponto de partida poderia ser 3-5-2. Eis o pitaco:

Dourado ou Mercado fazendo o terceiro zagueiro. Seria um homem a mais pra estancar a sangria defensiva - Aliás, notável o início de temporada do goleiro Daniel. Louvado seja Daniel Pavan! Com a bola, liberdade pra 4-4-2, 4-2-3-1, 4-3-3. Futebol é um organismo vivo. Num esporte com cada vez menos espaço, a variação tática deixou de ser luxo, é necessidade!

Na camisa 6, a unção de Paulo Victor como titular. Como ala, a dificuldade na marcação seria atenuada. Na peça ofensiva, liberdade para fazer o que melhor sabe: construir.

Taison ao lado de Wesley para aumentar o poder de fogo e a presença ofensiva. Com o camisa 7 com liberdade pra atuar entrelinhas do rival buscando desequilibrar o encaixe de marcação. Atrás deles, D’Alessandro ou Mauricio ou Boschilia. Edenilson como segundo-homem e ponto. Novidades, mas também obviedades.

É recém começo de ano. Sequer pulamos carnaval ainda. A compreensão, porém, não pode se confundir com a miopia. É fundamental que a diretoria e a comissão técnica leiam o que o gramado está gritando: o Inter é uma obra coletiva inexistente!

Medina precisa, enfim, assentar os primeiros tijolos. Para ontem. A torcida colorada não merece mais uma temporada com gosto de picolé de chuchu.

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