Arroz para os pássaros

Foto: Marcos Adami/Divulgação

Eles chegavam em bandos. Buscavam alimento. O pátio molhado pela chuva os recebia, mas sem notar suas
presenças. Seus bicos atrevidos varavam o pátio úmido.

Os minúsculos grãos de arroz, espalhados pelo pátio eram devorados rapidamente. O moço bonito, diariamente tinha o compromisso solene de os alimentar.

Por amar a natureza e por respeitar os pássaros que circulavam no local. Os pardais iam crescendo e se avolumando. De início surgiu um único casal. Agora, já formavam uma grande família. Irmanados neste festival de arroz.

Para eles, um grão mágico que dava força para viver e voar. Sobrevoavam felizes a extensa área do pátio, onde o
moço bonito ficava grato por proporcionar-lhes comida.

Os pardais com suas perninhas finas que pareciam dois gravetos eram rápidos e a toda hora, mudavam de
direção. Ora no pátio atrás dos grãos de arroz, ora na corda de secar roupas e nos telhados das casas vizinhas.

Se multiplicavam rapidamente. E a sua população ia aumentando graças aos grãos parboilizados. Um grão de
tamanho maior que o arroz comum. Poucos grãos eram suficientes para encher suas barriguinhas.

Quando o moço bonito não aparecia pela manhã para distribuir o alimento, eles faziam um protesto. Batiam
seus bicos com força nas persianas do apartamento como que formulando uma reclamação: “Nossa comida está
restrita hoje”!

A noitinha todos os pardais se recolhiam para seu descanso. Em cima dos galhos das árvores que existiam à frente do apartamento eles entoavam um som.

Como que agradecendo a alegria do alimento. O arroz era limpinho e saudável. E a noite, depois da cantoria, tornava-se plena.

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