Ano novo, vida nova

Uma chuvinha intermitente varre a manhã. No ar, calor. Os passos apressados dos transeuntes deixam marcas no chão. É verão e o ano finda.

Nas mentes doentias ele insiste em permanecer. Até que em alguma clinica haja medicina para equacionar o mal. Tão estúpido e tão grosseiro como o atrevimento.

Depois configurações de angústia, medo e solidão. Inverdades e ciúmes como traumas de infância. E entorpecimentos e alucinações numa sequencia absurda de fazer chorar.

Em frente ao café uma loja de acessórios para celular chamada num letreiro garrafal de “Meu Vício”. Imagino quais. Quase dez da manhã e o ano escoa para o seu findar. Senhoras colocam lentilhas no fogo e preparam deliciosas fatias de carne suína para a família e convidados.

Sem muita certeza a mulher de turbante quer mudar de vida. Antes que a noite chegue faz um plano.E sonha, e sonha até que um relâmpago, a interrompe. Anunciando outra tormenta como as muitas que tem aparecido num breve minuto.O temporal é assustador.

Meia noite em ponto. Buzinas, sirenes e fogos de artefício fazem da noite uma barulheira infernal. Homens tomados por bebidas de toda espécie gritam. Mulheres riem escancaradamente . E as crianças e os cães choram e uivam predispostos a serem felizes.Mas nesta noite, sofrem.O Ano Novo chegou.

No andar de cima do edifício e sabendo da brevidade da vida um senhor acamado só quer não sentir dor no ano que se inicia.Vê televisão e se assusta com o boletim meteorológico.Está doente e padece de depressão.(Ana D´Avila)

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Compartilhe esta notícia:

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

Comunicação moderna

Para aqueles que tem mais de 70 anos como eu, causa estranheza esta linguagem moderna de tudo. Principalmente nos computadores. Alguém já recebeu em sua telinha, frases curiosas tipo: “Prove

Leia mais »

Receba nossa News

Publicidade

Facebook