Se não fosse a gritaria por mudanças coletivas para o bem até que dava para entender. Mas era uma multidão conjunta berrando e cantando como se o mundo tivesse sido atacado por um grupo de alienígenas.
Depois os estrondos de fogos de artifício de toda ordem. Da janela olhando para fora, parecia uma guerra. Relampiava e invadia o pequeno espaço entre as janelas e o muro que existia entre o prédio vizinho.
Assustador ver a multidão tendo um acesso coletivo de loucura que não levava a nada. Brindando a chegada de um novo ano. Se nem o calendario inventado pelo homem é verdadeiro. Mudança de um número. Só isto. 25 para 26 e eu imaginando o hospício no qual o espaço se transformou.
E preenchia suas mentes de bebidas alcoolicas e drogas. Forçavam uma alegria que não tinham. A felicidade não pode ser inventada. Na calada da madrugada novos barulhos de explosões. Eram uns poucos insanos que se esqueceram da dita comemoração e achavam que o relógio ainda não estava marcando meia noite. Hora do suplicio intermitente que evoluía a cada novo ano.
Pela manhã olhando a areia da praia deu para entender o que os loucos vieram fazer na praia: sujar, transformar o que era lindo num charco. Na esperança de um ano melhor. Mas um ano melhor só acontece com paz, amor, gratidão e fé em Deus. (Ana D´Avila)





