No bairro alto da cidade metrópole, estrondos de aviões decolando. E Belinha pensando na lavagem cerebral que ultimamente vinha sofrendo. Não era fácil deixar de ser manipulada. Mas a vida a colocou neste contexto e ela não conseguia se desvincular .
Da janela do hotel em que estava hospedada avistou uma Igreja. Existe lugar melhor para entender melhor a existência do que num mosteiro.Talvez quando amanhecese fosse até lá. Rezar, se benzer com água benta e sossegar.Estava aflita, como sempre ficava . O dia amanheceu tão lindo.
O encontro espiritual aconteceria ao anoitecer.Na entrada da Igreja chegavam monges de uma congregação ligada a Santo Antonio e logicamente muita gente. Por certo alguns pecadores que sabedores de seus atos impuros caminhavam para uma leitura celestial .Sem dúvida que só ali no silencio de Deus encontrariam a paz.
Dentro da Igreja ouvia-se cânticos e louvores.Belinha já era outra pessoa. Aquele ambiente espiritual estava lhe fazendo bem.Antes de iniciar o encontro ela visitou uma pequena lojinha ao lado, que comercializava amuletos. Adquiriu um rosário marron e deu vivas a Santo Antonio, o santo casamenteiro.
Os monges vestiam batas marrons e mantinham uma certa descrição ao falar e andar. Ela ávida, por algum contato que não fosse o da sua costumeira manipulação, manteve um certo retraimento. Mas conseguiu conversar amistosamente com um monge presente. Ele falou de árvores e plantas que existiam num pequeno espaço ao lado da Igreja.O barulho dos aviões decolando se intensificava. A cidade amanhecia.(Ana D´Avila)





