A lista de Rodrigo – o Becker, não o Janot

Charge de Alves, publicada na Folha, fazendo piada com o fato de um famoso político que não está na lista de Janot: Paulo Maluf

Aquela, a do Janot, deixou políticos de cabelos em pé. Essa, a do Rodrigo Becker, não vai tirar o sono de ninguém: confira as especulas do Diário sobre quem concorre a que em 2018

 

Sem lero-lero: vamos à lista – dividida não em nomes, mas em categorias. Confira:

 

1. Os que vão mas não sabem a que

Geraldinho Filho (PSB) e Maninho Fauri (PSD) vão – só não sabem a quê. Preferem a deputado estadual, por óbvio: com menos votos, podem ter um mandato.

O problema para Geraldinho e Maninho é o mesmo e atende pelo nome de Valdir Bonatto. Integrantes da base aliada e fiéis ao paço, esperam por uma definição do tucano para eles próprios alçarem vôo também.

E oram para que Bonatto decida-se por concorrer a deputado federal.

 

2. O certo

Silvio Streit, o Guguzinho, do PTB.

Vai a estadual – a menos que caia canivete na convenção do partido, ano que vem.

Os planos do PTB são de reforçar a presença do partido na região metropolitana e o próprio Sérgio Zambiasi vem metendo pilha em vereadores aqui e ali para se lançarem candidato. Se for, Guguzinho ainda teria o apoio de Eraldo Roggia, o outro petebista da Câmara de Viamão.

Eraldo é amigado de Ronaldo Santini, que vai a federal. Se não apoiar Guguzinho, deve se lançar ele também.

 

3. Quem está para lá de afim

Guto Lopes (PSol) está a fim – mas depende mais do partido do que dele uma decisão.

O PSol ainda vai traçar uma estratégia para eleger Luciana Genro deputada estadual ou federal e mobilizar suas bases nessa empreitada. Se for a federal, Luciana ajudaria a legenda a atingir a cláusula de barreira nacional – e Guto provavelmente seria convidado a disputar uma vaga na Assembleia.

É tudo que ele quer: disputar na mesma faixa de Valdir Bonatto, só que pelo trilho da oposição.

Se Luciana for a estadual, é mais provável que Romer Guex entre na nominata federal. Candidato a prefeito em 2016, está antes de Guto na fila – e teria a preferência.

 

4. Não vão de jeito nenhum

O PMDB de Viamão não terá candidato daqui.

Sarico Moura vai apoiar Juvir Costella para estadual – ele é seu chefe de gabinete na Assembleia – e Márcio Biolchi ou Jones Martins para federal.

Leva com ele quase todo o PMDB.

Russinho Elias, o vice-prefeito, teria que deixar a Secretaria de Obras para concorrer – e não pretende largar o osso assim. Joãozinho da Saúde ainda não fez qualquer menção a uma candidatura estadual ou federal. Mais certo é que apóie Alceu Moreira a federal e Gabriel Souza para estadual.

 

5. E o PP?

Entre Nadim Harfouche e André Gutierrez, de repente, um se aventura.

Nadim, mais matreiro e veterano, escapa mais. André, de sangue novo e a fim, de repente topa.

 

6. Os que correm por fora

Zé Lima, do Solidariedade, parece disposto a ir.

O partido quer eleger Claudio Janta estadual – e pilha suas lideranças locais para se atirarem de cabeça.

Sérgio Ângelo, do PV, de repente arrisca. O partido também precisa lançar nomes com potencial para pelo menos manter a cadeira de deputado estadual que hoje tem na Assembleia e Sérgio será convidado – ou convocado – a ajudar.

Do PSDB, fora Bonatto, ninguém se arrisca. Mas se o tio não for, Francinei corre por fora para ser o ficha 1. E não esqueçam do Jessé Sangalli.

 

7. Dédo, o sempre cotado

Às turras com o PDT, Dédo não deve concorrer em 2018 – a menos que o convenção a “construir nome”, como costumam dizer os que querem colocar o cara na fogueira para ver se rebola.

Mais certo é que Dédo apóie Rosane Bordignon, vereadora de Gravataí, a deputada estadual – isso se ficar no PDT.

Uma especula nova: dizem que ele anda de papo com o PSD.

 

8. Enfim, o PT

O PT terá pelo menos um candidato em 2018. Ridi é o mais cotado, mas Alex Boscaini já disse mais de uma vez que gostaria de concorrer a deputado estadual também.

Dos vereadores, Adão Pretto não pode – o irmão, Edegar, é presidente da Assembleia e vai à reeleição. Pelo menos em 2018.

Armando nunca foi chegado às eleições estaduais. Mas diz que não foge da raia: se precisar, entra no jogo.

 

Assim como a lista do Janot, a do Rodrigo Becker também cresce. Alguém sabe de mais alguma?

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