A lista que todos querem ver (inclusive André Pacheco)

Enquanto uns atam, outros desfiam os nós

O Diário reabre a temporada das especulações – mas, dessa vez, vem com tudo: confira, a seguir, os mais cotados para todas as secretarias

 

André Pacheco não está com pressa para anunciar sua equipe de secretariado.

– Não é exatamente um governo novo, mas um governo que segue – define o prefeito eleito.

Assim, se em algum posto for possível substituir o responsável, nada muda.

– Fica quem está até que a gente troque. Tudo ao seu tempo, com tranquilidade.

Para facilitar a vida do prefeito – ou complicá-la ainda mais… – o Diário traz, agora, uma lista de cada secretaria, os mais cotados para assumi-la e para onde pode ir o atual titular da pasta.

 

Secretaria da Administração – SMAD

O atual secretário é Milton Jader, do PSB – e deve continuar. O partido pediu e o governo não vê problemas. Só não será ele se algum outro aliado impor nome incontestável.

Até agora, não surgiram rivais.

 

Secretaria de Assistência Social

Carlos Pires está no comando, mas foi Belamar Pinheiro, hoje do PSDB, quem deu as caras por lá durante os quatro anos do governo Bonatto. Ela era do PP, saiu na janela e foi eleita vereadora. Pretende exercer o mandato e, portanto, se afasta da indicação para o próximo período.

O preferido para o cargo é o também vereador Maninho Fauri, do PSD. Maninho não disse, ainda, "sim" nem "não". Quer concorrer a deputado em 2018, mas aguarda uma confirmação de Valdir Bonatto para saber se o tucano vai disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, o que faria com que Maninho pensasse em um recuo.

Aí, sim, ampliariam as possibilidades de Maninho aceitar o cargo, abrindo vaga para o primeiro suplente da sigla, Jonas Rodrigues.

 

Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Turismo – SMDEICT

O secretário da pasta é Túlio Barbosa, do PMDB e ex-presidente do Sindilojas de Viamão. Fez uma gestão discreta, mas muito eficiente. Ganhou a confiança de Valdir Bonatto. Mas internamente no PMDB, tem pouco espaço e deve perder o posto para outra aposta do partido no setor: o ex-presidente da CDL/Viamão, Maurício Carravetta.

Com a confirmação dos votos de Sérgio Ângelo, Maurício passou a ser o segundo suplente da bancada do PMDB. Como pôs a cara na urna, como diz no jargão político, tem a preferência para ser indicado ao cargo.

Túlio, que é empresário na cidade, não deve ficar muito longe da política. O PMDB está disposto a indicá-lo para um cargo no Governo gaúcho, que seria justamente na secretaria de Assuntos Institucionais – a pasta responsável pela atração de investimentos para o Estado.

 

Secretaria de Esporte e Lazer

O secretário é Sílvio Barbosa, nome ligado ao vereador Ronaldo Ribeiro, que não se reelegeu. Embora Sílvio seja da área do Esporte – ele foi coordenador do Genoma Colorado em Viamão -, pode perder espaço por conta da baixa votação de Ronaldo Ribeiro.

Há uma expectativa de que o nome para pasta seja o do atual secretário de Cultura, Luciano Alves, do PSB. O partido quer manter a pasta da Cultura, mas como outros partidos também a reivindicam, o novo governo pode "oxigenar" o Esporte e a Cultura, rodando os nomes disponíveis entre elas.

 

Secretaria de Gestão

É o cargo que foi do prefeito eleito, o atual vice André Pacheco, considerada o coração do governo. Dois nomes despontam em quase todas as listas de apostas.

Nilton Magalhães, o super engenheiro da Prefeitura, é um deles. Nome técnico, da confiança de Valdir Bonatto e André Pacheco, já comanda a Gestão desde o período em que o então candidato André Pacheco precisou se desincompatibilizar com as funções para concorrer.

É Nilton quem comanda todos os grandes projetos do governo. Não fosse o segundo nome dessa lista, era a escolha óbvia – e natural – para o cargo.

Dédo Machado (PDT) é o segundo nome da lista – quem sabe, até o primeiro.

Bonatto nutre gratidão por Dédo ter insistido em uma candidatura pelo PDT, o que fraturou a unidade da oposição e abriu caminho para vitória de André Pacheco. Internamente, há resistência de setores da base aliada em aceitá-lo na articulação política, no entanto. Alguns avaliam que alguém que tenha feito oposição e concorrido ao mesmo cargo do prefeito não poderia assumir função tão importante: Dédo deveria, portanto, deveria começar de baixo, no fim da fila, por assim dizer.

Por outro lado, a melhor performance de Dédo é exatamente na articulação política.

Conhecido por não perder eleição para mesa da Câmara e convencer até os mais resistentes, tirar Dédo do dia a dia da política seria como escalar um atacante na zaga.

 

Secretaria de Obras e Serviços Públicos

Foi a casa do vice-prefeito eleito, Russinho Elias (PMDB) até os prazos da eleição.

Ele continua cotado para permanecer no cargo em 2017, na ideia de que "o vice tem que trabalhar", plantada por Bonatto. Além disso, o cargo era do PMDB, que pretende mantê-lo sob seus cuidados.

O problema é que o PMDB só elegeu um vereador – Joãozinho da Saúde. Carlos Bennech, com a validação do registro de Sérgio Ângelo, se torna o primeiro suplente da bancada. Se o PMDB com uma bancada tão curta tiver muito mais espaço do que outros partidos, haverá explicações a serem dadas.

Outro nome que também aparece quando se fala em Secretaria de Obras é o de Dédo. Ele foi diretor de Obras do Estado e poderia desempenhar bem a função. Isso o afastaria da política, mas se aceitasse, seria encarado como o "começar de baixo" que todos falam – uma clara demonstração de que vai para o governo para ser aliado.

 

Procuradoria-Geral do Município

Jair Mesquita, presidente do PMDB, foi o procurador de Bonatto e deve seguir no posto durante a gestão de André Pacheco.

Ele e o prefeito eleito tiveram um grande desentendimento no passado, quando André deixou o PMDB entre o Natal e o Ano Novo de 2013. De lá para cá, quase nem se cumprimentavam.

Na campanha, a reaproximação foi abençoada por Bonatto e Jair se tornou figura fundamental nas estratégias de defesa jurídica da candidatura majoritária.

A menos que surja um nome irrefutável entre os partidos da base, deve ser confirmado no cargo em janeiro.

 

Secretaria de Agricultura e Abastecimento – SMAA

Canelinha Filho, do PSDB, é dono da cadeira. Leandro Fraga ficou em seu lugar durante a campanha em que acabou como primeiro suplente dos tucanos.

Pode ficar, mas tudo indica que sai.

O PP teria indicado Miro Braga para a função. Miro também é um dos suplentes do partido e chega com a credencial de ter sido o chefe de gabinete de André na Secretaria de Gestão.

 

Secretaria de Cultura

Hoje, o comando é do socialista Luciano Alves. O partido quer manter a secretaria, mas o PPS indiciou o jovem Iuri Camargo para a função. Ele é ligado à deputada estadual Any Ortiz que, por sua vez, tem ligação direta com o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, ministro da Cultura do governo Temer.

Em um momento em que os recursos para Cultura são sempre muito escassos, pode ser uma alternativa.

Se André Pacheco aceitar renovar a casa, Luciano pode ir para o Esporte.

Outra opção é juntar as duas pastas sob uma só nomeclatura e criar a Secretaria de Segurança, que seria dada ao vereador eleito Márcio Katofa, do PSB. Lucianinho, então, assumira o mandato da Câmara, como suplente de Márcio.

A ideia já foi proposta pelo PSB, mas depende de uma reforma administrativa que o governo ainda precisa enviar e ser aprovada na Câmara.

 

Secretaria de Educação

Marcia Culau é a atual secretária de Educação de Viamão. Reuniu dois quesitos considerados fundamentais para comandar uma rede pública complexa – e grande – como a que se tem na cidade: atributos técnicos e de gestão de pessoas.

Clarice Oliveira, que era a secretária no início do governo, deu uma excelente contribuição em termos de organização estrutural da Educação – mas tinha dificuldade de lidar com pessoas. Marcia resolveu o problema e a Educação viveu um longo período sem grandes turbulências.

Cotada para assumir um cargo na Capital, também pode continuar.

Seu principal concorrente na indicação é o atual vereador Carlos Bennech, do PMDB. Ele ficou na primeira suplência do partido, já foi líder do governo, secretário da Fazenda no governo Ridi e professor da rede estadual – chegou a dirigir o Walter Jobim, nos anos 90.

O PMDB quer o posto e o nome agrada tanto politicamente quanto tecnicamente. O desafio de Bennech, caso seja confirmado no cargo, será superar eventuais resistências da rede que gostaram do estilo de Marcia Culau e querem que ele, agora, prove que merece a mesma confiança que ela.

 

Secretaria da Fazenda

O cargo é de Liziane Baum, advogada, indicada pela cota pessoal do prefeito Bonatto. Liziane não estaria disposta a permanecer na Fazenda por muito tempo. Ela prefere voltar à assessoria jurídica do gabinete, onde atuou por dois anos.

Liziane é casada com o advogado Adler Baum e os dois estariam de mudança marcada para Capital.

Carlos Bennech, que já ocupou o cargo, é um dos cotados.

André Pacheco também pode optar por um nome do quadro de funcionários da pasta, considerados mais qualificados da gestão.

Certamente vai ouvir o amigo Flávio Ribeiro Jr., que só não assume a função se não quiser.

 

Secretaria de Meio Ambiente

Liliane Cafrune é a atual secretária da pasta. Ela assumiu há cerca de dois anos, também por indicação de Valdir Bonatto.

Grávida, deve ausentar-se do governo logo nos primeiros meses de 2017. Seu marido é suplente de vereador na Capital, o que pode levá-la a deixar Viamão em definitivo.

Por enquanto, ainda é o nome mais cotado para o cargo.

O PV, que agora tem um vereador na Câmara, pode indicar alguém para pasta. Maurício Machado vem sendo lembrado.

 

Secretaria de Habitação e Planejamento

Anderson Fauri (PSD) ocupa a função. Pode continuar.

O PPS sugere que essa seja sua segunda opção, também com o nome de Iuri Camargo. Iuri é Relações Públicas, mas trabalhou na Secretaria de Habitação do Estado durante o governo de Yeda Crusius e pode trazer uma experiência no comando da pasta.

 

Secretaria da Saúde

É o reduto de Sandra Sperotto, que comanda a área mais sensível de qualquer governo e o segundo maior orçamento do município.

Sandra estaria disposta a aceitar um convite do ministro Osmar Terra para atuar em Brasília a partir do próximo ano. Um desafio e tanto. Se for, deixa desguarnecida a pasta.

A solução caseira para o comando da Saúde é nome da enfermeira Michele Galvão, que já atua na pasta desde o início do governo.

 

Secretaria de Trânsito e Transporte

Marco Azevedo gere a pasta. Pode ficar, mas como não tem padrinho político, deve sair.

Se na reforma administrativa a secretaria assumira as funções de Mobilidade Urbana, que hoje não estão conceitualmente em seu escopo, o mais cotado para o cargo é o vereador eleito Jessé Sangalli, do PSDB. Ele diz que prefere ficar na Câmara, mas que seu espírito topa, topa.

O PPS também se interessa pela função.

Karine Sarico, filha de Sarico Moura, vem sendo especulada na EPTV, a Empresa Pública de Trânsito de Viamão. Advogada, já atuou em uma função similar antes da criação da EPTV. Com os radares e lombadas em funcionamento, a empresa passa a gerir um orçamento considerável – e que deve sustentar a política de mobilidade que Viamão precisa.

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