Agosto Lilás: Edegar Pretto chama os homens para combater a violência praticada contra as mulheres

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Agosto é o mês de conscientização pelo fim da violência contra as mulheres, conhecido como “Agosto Lilás”. A data marca o aniversário da Lei Maria da Penha, que foi sancionada em 7 de agosto de 2006 e completa 19 anos nesta quinta-feira. Ela mudou a forma como o Brasil enfrenta a violência doméstica, transformando agressões, antes vistas como assunto privado, em crimes graves, com medidas protetivas e atendimento especializado às vítimas.

  • Mesmo com esse avanço, os números seguem alarmantes. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2024 o Brasil registrou 1.492 feminicídios, o maior número desde 2015.
  • No Rio Grande do Sul, de janeiro a junho deste ano, foram 36 feminicídios e 134 tentativas, incluindo o episódio da Sexta-feira Santa, quando 10 mulheres foram mortas em 24 horas.

Edegar Pretto, articulador nacional da Aliança He For She (Eles Por Elas), da ONU Mulheres, alerta que a maioria dos crimes é cometida por parceiros ou ex-parceiros. “A maioria dos casos de feminicídio, das mortes de mulheres, acontece dentro da casa da vítima. O feminicídio nunca é repentino. A violência começa pela psicológica, passa pela patrimonial e, depois, pela física, fazendo parte desse triste e cruel fim que atinge milhares de mulheres em nosso país”, ressalta.

Ele reforça que o enfrentamento à violência exige políticas públicas e mudança cultural, com participação ativa dos homens. “Não basta não agredir. É preciso agir: interromper piadas machistas, não concordar com nenhum desrespeito contra as mulheres e combater, no dia a dia, todo tipo de violência. Os pais devem participar de forma responsável e ativa na educação e na criação de seus filhos e filhas, dividir as tarefas de casa e quebrar o ciclo machista e misógino dentro de seus lares”, destaca.

  • Para denunciar casos de violência contra mulheres, o canal oficial é o Disque 180, que funciona 24 horas e em todo o Brasil.
  • Outra opção é o Disque 100, para denúncias de violação de direitos humanos. Em situações de emergência, a orientação é ligar para o 190 da Brigada Militar ou Polícia Militar.
  • O atendimento é gratuito e pode ser feito de forma anônima.

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