A sessão desta quinta-feira da Câmara de Vereadores de Viamão foi histórica por abordar um tema fundamental para a população. Não bastasse a crise na saúde pública enfrentada por hospitais, UPAs e unidades de saúde, com emergências lotadas, principalmente por casos de gripe e dengue, no município a situação se agrava pelo caos que se instalou no Hospital Viamão.
O tema levou o prefeito Rafael Bortoletti (PSDB) e a secretária municipal da Saúde, Michele Galvão, ao plenário do Legislativo, para explanarem a situação aos vereadores e à comunidade. Coube a dois vereadores oposicionistas – Alex Boscaini (PT) e Maurício Carravetta (Progressista) – e outros dois situacionistas – Plínio Konig (PSDB) e Thiago Gutierres (PSD) – encaminhar questionamentos ao prefeito e secretária, em nome dos demais parlamentares e da comunidade representada na Câmara.
Nesta reportagem serão reproduzidos os principais trechos da fala de Alex Boscaini e, nas próximas, pela ordem das manifestações, do vereador Plínio Konig, Maurício Carravetta, Thiago Gutierres, do prefeito Bortoletti e da secretária da Saúde, Michele Galvão.
Confira!
“Vamos aproveitar a vinda da secretária Michele, para que ela possa apresentar as suas observações acerca do tema do hospital. Houve uma tentativa de convocação, o que é legítimo, que não foi aprovada, e a secretária se colocou à disposição para vir aqui, e está acompanhada do prefeito Rafael. É papel nosso recebê-los e tentar tirar o melhor para nossa população”
“Nós estamos aqui imbuídos das mesmas razões: queremos entender o que está acontecendo com o Hospital de Viamão, até porque são várias as opiniões de muitas pessoas inclusive da área da saúde, profissionais e gestores desta área. Todos têm seus pensamentos, assim como também temos. Estamos passando por uma crise enorme, mais uma vez. Já fui prefeito de Viamão e sei como é conduzir e lidar com o Hospital de Viamão, e sempre deixei bem claro, aqui nesta Casa, quais são as minhas opiniões acerca deste tema”.
“É preciso fiscalizar qualquer que seja a instituição que assumir o Hospital de Viamão, como na minha época, quando enfrentamos crise, quando as freiras desistiram da administração, depois de cumprirem um papel importantíssimo na cidade. Entregaram para a Prefeitura, sob minha gestão, para encontrar uma outra instituição que quisesse assumir o Hospital de Viamão. Depois de muitos debates encontramos o Instituto de Cardiologia, que conduziu o hospital até poucos meses atrás”.
“Havia uma expectativa, na gestão anterior, que a situação iria melhorar com a aquisição, por parte da Prefeitura, do Hospital de Viamão. E o que a população está vendo é que não está funcionando bem, ou seja, piorou o serviço de saúde prestado à comunidade. Piorou! Então, a pergunta que eu deixo é: Já está preparada, a Prefeitura, para resolver de uma vez por todas esta situação já que não deu para ir adiante esta relação com o IMAS? Por quais razões, o que houve nesta relação?”.
“Quais os motivos que fizeram com que houvesse esta crise entre a Prefeitura, a secretaria, e o IMAS? O Instituto divulgou em documento que eles aportavam, da contratualização com o governo do Estado, é de R$ 4.352.000,00 por mês. E nesse contrato novo que vai ser assinado, ou já foi, a empresa que vai administrar o Hospital de Viamão vai ter um repasse de R$ 8.126.000,00. Por isso é importante a secretária estar aqui para esclarecer se isso que o IMAS está divulgando é verídico. E, quando é que a Prefeitura vai decidir, de uma vez por todas, e resolver a situação?”.
“A população que está aqui, os trabalhadores do Hospital de Viamão também, todos querem ter segurança. E hoje, quem é responsável pelo hospital, é o prefeito Rafael Bortoletti, que nomeia a secretária que está aqui conosco. Nós queremos, secretária Michele, respostas. Não somos do quanto pior melhor, não é esta a política que queremos fazer aqui. A gente quer diálogo, sempre, e respeito. Nós também formos gestores, conhecemos o município, conhecemos as mesmas pessoas que vocês conhecem. Por isso peço que tenhamos uma sessão serena, que a gente possa fazer perguntas e que a secretária se sinta a vontade, tranquila, para colocar não apenas para nós, mas também para a população, não interessa se da oposição ou situação, o que está sendo feito para solucionar esta questão”.



