Crise nos serviços de saúde e na gestão do Hospital Viamão transforma sessão da Câmara na de maior participação popular dos últimos tempos

Galerias lotadas e público na rua, acompanhando a sessão. Foto: Silvestre Silva Santos

A Câmara Municipal de Viamão teve a sessão ordinária mais concorrida deste ano, e dos últimos tempos, nesta quinta-feira, dia 5 de junho, quando o tema principal foi o caos que se instalou no Hospital Viamão. As antecipadamente anunciadas presenças do prefeito Rafael Bortoletti (PSDB) e da secretária municipal da Saúde, Michele Galvão, para fazerem uma explanação sobre o que motivou a crise, o que está acontecendo e quais as providências serão tomadas, lotou o espaço interno destinado à assistência, e muitas pessoas assistiram no lado de fora o que estava ocorrendo no plenário.

Um princípio de tumulto aconteceu quando Bortoletti e Michele foram chamados à mesa diretora, entre apoiadores e opositores do atual governo municipal. O presidente da Câmara, vereador Rodrigo Pox (Podemos), por várias vezes teve que chamar a atenção das pessoas mais exaltadas, inclusive ameaçando chamar a Guarda Municipal para que as retirasse da Câmara. Um bate boca aconteceu quando um homem mandou uma mulher "lavar a louça", e outro rapaz disse que a frase configurava um crime. Não passou do bate-boca. Três agentes da Guarda Municipal entraram e se posicionaram junto aos manifestantes que insistiam em não cumprir a orientação do presidente.

Tanto os vereadores de oposição quanto os da base do governo foram interrompidos diversas vezes em suas falas, quando apresentavam sustentação aos questionamentos que encaminhariam ao prefeito Bortoletti e à secretária Micheli. A dupla - prefeito e secretária - também foram interrompidos durante a exposição que fizeram sobre a situação de dificuldade na prestação de serviços e gestão do Hospital Viamão, pelo Instituto Maria Schmitt (IMAS).

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