Dificil entender a morte. Chocada ainda com o falecimento de minha colega de profissão, Cinara Hack. Ela foi minha colega na Assessoria de Comunicação Social do Palácio Piratini na gestão Alceu Collares. Era uma jornalista brilhante. E comprovou que também era uma grande Assessora de Imprensa, comandadas que eramos pelo chefe jornalista Carlos Bastos.
Cinara como eu, eramos da velha guarda da Imprensa. Ela não revelava sua idade de jeito nenhum.Um dia numa pausa de trabalho, saímos do Palácio e fomos caminhando pela Praça da Matriz atrás de um cafezinho mais encorpado.
A lancheria era boazinha, mas a Cinara decliNou do café. Me disse “Ana, café a gente toma em casa”. E sempre preferia uma cerveja geladinha. Menos naquele dia, que era de trabalho”.
Pessoalmente eu achava a Cinara uma mulher bonita. E era. Inteligente também e furungadora como toda boa Jornalista.Sabia de tudo em primeira mao. Era bem informada.
Quando Ulisses Guimarães sofreu aquele acidente de helicóptero nos comunicamos e ela me disse: “O velhinho se foi”. Tinha checado a informação e sabia que o helicóptero havia caído no mar no Rio de Janeiro. Eu tirava o chapéu para ela. Era rápida e bem informada.
Nosso astro do cinema em comum, era o Clint Eastwood. E fazíamos uma guerrinha com os filmes dele. Era colorada de carteirinha.E adorava os feitos de Leonel Brizola, um dos políticos de sua admiração.Gostava tambem do astro Do cinema, Alain Delon. Seu esporte preferido era esgrima. Mas hoje estou triste. Cinara se foi.E não tem como reverter a situação. Se a vida continua, certeza que ela deve estar furungando alguma nova informação sobre as dimensões, sobre Deus e para onde caminhamos ao morrer.





