ARTIGO | O viamonense que quer chegar à Brasília

Com as convenções partidárias confirmando os pré-candidatos ao governo do estado, assembleia legislativa, câmara dos deputados e senado federal, o Diário de Viamão propôs a todos os pré-candidatos que tenham domicílio eleitoral na cidade a seguinte pergunta: por que você quer ser eleito em outubro? 

 

Antes de mais nada preciso me apresentar. Sou Guto Lopes, estou vereador na cidade de Viamão desde o início de 2017, mas minha história na luta começou muito antes e não se limita à minha atividade parlamentar.

Viamonense de berço, nasci em Itapuã em 1980 filho de agricultor e professora. Desde jovem a luta pelo combate às injustiças me atraiu e já me destacava como liderança na escola Genésio Pires, onde estudava. 

Em 1998 aconteceu algo que é o grande divisor de águas em minha vida: a instalação do famigerado pedágio das Águas Claras, onde eu morava à época, e que dividia a cidade onerando o povo injustamente. Diante desse absurdo acabei me constituindo como uma liderança daquela luta de resistência, que culminou em lutas, prisões, processos judiciais e uma liminar que até hoje garante a isenção do pagamento aos moradores deste município desde 2008.

Atuante politicamente desde muito jovem, fui um dos fundadores do PSOL em 2004 após a expulsão de Luciana Genro, Babá e Heloísa Helena, que não toleraram a reforma da previdência proposta que prejudicava os trabalhadores e os aposentados brasileiros ainda lá em 2003.Jamais poderia tolerar aquele tipo de injustiça.

Já no PSOL, segui ativo em todas as lutas municipais, como na resistência ao aumento das passagens em 2013, logo após ter concorrido junto de Romer Guex, nosso pré-candidato ao Senado neste pleito e a quem devo muito de minha formação política, ao cargo de vice-prefeito nas eleições de 2012.

Em 2016 concorro e sou eleito ao cargo de vereador, o qual exerço até hoje, conciliando esta atividade de parlamentar com a função de pai de duas lindas bênçãos: Luiza de 4 anos e Bento de 1 ano, a quem devo toda força para ainda lutar, além da minha esposa Karol, quem constitui minha fortaleza nos piores momentos.

Na minha ainda breve atividade parlamentar creio estar correspondendo aos que confiaram em mim seus votos, envidando toda luta que prometi em favor do povo trabalhador nesta cidade, tendo destaque algumas ações minhas em prol dos viamonenses, tais como:

- Derrubada do aumento de salário de prefeito, secretários e demais políticos do município por 3 vezes em apenas um ano;

- Derrubada, via justiça, de mais de 13 mil multas ilegais da indústria da multa do município;

- Suspensão de doações de 12 áreas públicas para os empresários e amigos do prefeito, entre elas a valorosa área da “Mu-mu!”, avaliada em mais de 12 milhões de reais;

- Aprovação de projetos de lei estabelecendo: prazos para consultas e exames na saúde, cancelamento da taxa de religação de luz e ainda criando a guarda municipal em Viamão, o mais violento do estado.

Por tudo isso, e por ser um representante de um coletivo e de um partido de lutas, me foi incumbida a tarefa de colocar meu nome à disposição para o desafio de concorrer a deputado federal.

Para um município pobre e esquecido como o nosso, que nunca contou com um representante na Câmara dos Deputados, isso se constitui numa verdadeira necessidade: é de lá que vêm os recursos para as grandes obras necessárias e para os serviços públicos, tão carentes na nossa Velha Capital.

Mas além da necessidade de um mandato para nossa cidade, o que precisamos é de um mandato verdadeiramente combativo e que se diferencie dessa política tradicional de toma-lá-da-cá, e nisto tenho certeza que tanto eu quanto meu partido representam uma real diferenciação na conjuntura nacional de tanta falcatrua e tantos acordos que não beneficiam o povo.

Se um mandato de lutas faz tanta diferença nos limites de nosso município, imagine o que poderia fazer em Brasília...

 

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