Embora admita que não está livre de um parcelamento de salários, o prefeito André Pacheco disse hoje pela manhã que prioridade são os servidores
Depois que Porto Alegre e Cachoeirinha anunciaram o pagamento parcelado de salários para os seus servidores, a curiosidade de abateu sobre Viamão: como andam as contas do governo por aqui?
O Diário perguntou esta manhã ao prefeito André Pacheco, que recebeu a imprensa para um café da manhã em que tratou, entre outros assuntos, sobre seus seis meses à frente da gestão.
-- Tivemos um leve incremento de retorno de ICMS e no Fundo de Participação dos Municípios a partir de maio, mas a crise está muito feia -- adianta Pacheco.
Especificamente sobre os salários do funcionalismo, o prefeito não afastou completamente o parcelamento, embora tenha deixado claro que não é esta a realidade das finanças municipais.
-- Nossa prioridade número 1 é o pagamento de quem trabalha. Vamos atrasar fornecedores se for preciso, antes de qualquer atraso para os servidores.
Cachoeirinha: contas no "pendura"
Com uma enorme perda de arrecadação devido ao fechamento da Souza Cruz, Cachoeirinha vive um momento alarmante e especialmente profundo de crise. Somente em 2016, deixaram de entrar nos cofres da cidade cerca de R$ 31 milhões em retorno de ICMS, uma das principais fontes de arrecadação do município.
E a previsão para 2017 é ainda pior: R$ 35 milhões.
Antes de parcelar salários, o prefeito de lá, Miki Breier, já pedalou pagamentos de fornecedores -- ou seja, pôs as contas no "pendura", para pagar no futuro nebuloso que as finanças de lá desenham.
Para entender o caos nas contas da Prefeitura de Cachoeirinha, o Diário recomenda a leitura da reportagem de Rafael Martinelli para o site Seguinte:, que pode ser lida no link a seguir:
O DIÁRIO INDICA:
CAOS NAS CONTAS: Porque Cachoeirinha vai parcelar salários





