Tia morena e a enchente

Comum nos invernos gaúchos são as enchentes. Algumas intensas, outras menos expressivas, mas todas trazendo uma grande preocupação. A inundação que transtorna vidas, traz doenças e causa prejuízos de toda ordem.A do Rio Grande do Sul deste ano de 2026 não foge à regra.Águas descem de vários rios e desaguam no Guaíba.Neste grande lençol de águas, as Ilhas do Guaíba com suas populações, sofrem as consequências.

E minha Tia Morena morava na Ilha Grande dos Marinheiros. Lembro dela na minha infância. As águas desciam para o Guaíba e sua casa era atingida pela enchente.Ela com meu Tio Lourival e meus dois primos, Beth e Ricardo, se hospedavam na casa de meus pais até a enchente passar.Esta convivência era emergencial, mas divertida. Minha Tia era uma doceira maravilhosa. Ao contrario, minha mãe não tinha aptidão nenhuma para fazer doces.Mas tia Morena tinha. E era sempre um prazer recebe-la em nossa casa. Durante os dias de enchente .Que se tornava doce com sua presença.

E os dias de flagelados passava rapidamente.Meu tio Lourival, irmão de meu pai, era um sujeito engraçado, fazia todos da casa, rirem. Exagerava na cerveja e contava causos e anedotas.Enfim o cheirinho do sagú de vinho enchia a sala de jantar de boas lembranças. Mas Tia Morena preparava ainda outros quitutes maravilhosos.

Quando o Rio Guaiba voltava ao seu leito normal Tia Morena e a família voltavam para a Ilha dos Marinheiros. Ficou dela uma excelente lembrança. E seus doces dificilmente saíraõ da minha cabeça.(Ana D´Avila)

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