O deputado Capitão Martin chamou os invasores de "vagabundos" e "criminosos do MST". Ele destacou que toda a área da propriedade é produtiva e já estaria sendo pteparada para o cultivo da próxima safra de arroz
O empresário do ramo imobiliário Francisco Marimom, um dos herdeiros da Fazenda Barcelos (Rincão de São Brás), área ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Viamão, gravou um vídeo que publicou nas suas redes sociais no começo da tarde desta terça-feira, 26 de agosto. Na frente da porteira da propriedade, ele diz que está em uma "luta que não tem explicação. Os sem-terras invadiram a fazenda da nossa família, que estamos brigando há anos, uma disputa judicial junto ao banco".
Marimom considera a invasão da propriedade como algo "inacreditável". Ele destaca que a terra é produtiva, que um arrendatário está cultivando na fazenda mas que, com a invasão, o maquinário está todo parado. "Estou aqui, na entrada da porteira, não vou sair e vou brigar pela nossa terra", diz ele, em um trecho do vídeo. "Isso não pode acontecer no nosso Município, e espero que quem veja este vídeo, entenda que é de um cara que trabalha. Sou um trabalhador, tenho uma empresa com minha família, e não vou arredar o pé!".
- Francisco Marimom faz um apelo aos agricultores de Viamão. "Quem vive do campo e quer ter sua liberdade, ter as suas coisas (referindo-se à manutenção e posse de suas propriedades) tem que estar aqui com a gente".
Um grupo de fazendeiros de Viamão, políticos contrários às ações do MST e integrantes da família proprietária estão até agora, começo da noite de terça-feira, aguardando que a Justiça despache limitar de reintegração de posse. O deputado Capitão Martin (Republicanos) também gravou vídeo na frente da porteira, e chamou os invasores de "vagabundos" e "criminosos do MST". Ele destacou que toda a área da propriedade é produtiva e que a terra estava sendo preparada para o plantio da próxima safra de arroz.
- Dizendo que as sementes de arroz já estão armazenadas nos galpões o parlamentar reclama: "daí vem esses vagabundos e querem tirar terra de quem trabalha, querem tirar o sustento desse pessoal aqui".





