MST mantém ocupação em Viamão após visita do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária e aguarda negociação com o Banco do Brasil

O movimento informou que irá permanecer no local até que se abra uma negociação com o Banco do Brasil. Foto: MST-RS/Divulgação

Incra se comprometeu a agendar uma reunião virtual com a superintendência do Banco do Brasil em Brasília

A superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) esteve, na tarde desta segunda-feira, dia 25, na Fazenda Barcelos (Rincão de São Brás), área ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Viamão. De acordo com o portal Brasil de Fato, o movimento informou que irá permanecer no local até que se abra uma negociação com o Banco do Brasil. O objetivo é garantir que o Incra/RS possa iniciar os processos de vistoria para transformar a área em território de reforma agrária.

Segundo o Incra/RS, o imóvel Fazenda Barcelos foi oferecido ao Instituto pelo Banco do Brasil para aquisição e posterior destinação ao Programa Nacional de Reforma Agrária. A transferência de propriedade ocorreria a título de compensação de obrigações de empresas estatais e sociedades de economia mista perante a União, conforme previsto no decreto que instituiu o Programa Terra da Gente.

O superintendente do Incra/RS, Nelson José Grasselli, se comprometeu a agendar uma reunião virtual com a superintendência do Banco do Brasil em Brasília. “Este encontro será importante para discutir o andamento das negociações, especialmente porque a documentação por parte do Incra já está completa. O Incra, inclusive, já havia visitado a área anteriormente e informado o Banco do Brasil em Brasília sobre a situação”, relata.

  • Segundo a dirigente nacional do MST no Rio Grande do Sul, Lara Rodrigues, a ocupação permanece até que haja um posicionamento oficial do Banco do Brasil a respeito do futuro da propriedade.

O MST ocupou a fazenda no início da manhã da segunda-feira com 130 famílias oriundas de acampamentos no Estado. A área estaria sendo usada para plantio de arroz por um arrendatário do imóvel. Ao chegar no local, foram encontrados descartes ilegais de agrotóxicos em área às margens da Lagoa dos Patos. A ação é considerada crime ambiental previsto em lei que regula de forma específica o tema dos agrotóxicos no Brasil.

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