As escolas da rede municipal de Viamão nos últimos ano teve um crescimento significativo na quantidade de matriculas de alunos diagnosticados com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).Em 2016, a rede contava com cerca de 60 alunos, neste ano, subiu para 170, distribuídos nas 62 escolas.
Para a coordenadora do Setor de Educação Especial da Secretaria de Educação, Maria Helena Santos, a Lei nº 12764, de 27 de dezembro de 2012, que considera autismo uma deficiência, foi o que contribuiu para que essas crianças estejam na escola e não somente em clínicas, portanto o acesso à educação é um dos direitos das pessoas com Autismo garantido pela Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012.
Estrutura escolar
Além da sala de aula regular, os educandos contam com as Salas de Recursos Multifuncionais. De acordo com professora Cintia Loize, também do setor de Educação Especial, atualmente são 34 escolas que atendem, com 24 Salas de Recursos Multifuncionais e mais 12 Laboratórios de Aprendizagem. Estagiários de apoio à inclusão estão chegando para qualificar o atendimento. Segundo a assessora do setor de Educação Especial professora Gisele Rodrigues, 62 vagas estão sendo preenchidas.
- Os estagiários de apoio à inclusão, são indicados para os casos específicos de educandos que necessitam de um apoio para realização das atividades escolares e básicas de cuidados, de forma individualizada na escola – explica Gisele.

Viamão tem se tornado um município referência. Há dez anos com a implantação do programa de Sala de Recursos, criou o Núcleo de Políticas Inclusivas para buscar além de socializar pessoas com deficiência e garantir seus direitos na inclusão escolar.
-Viamão é um município inclusivo, tem recebido crianças com qualquer tipo de deficiência. Entendemos que o lugar dos autistas é junto com a comunidade e mundo escolar. Vimos crescer esse número de matriculados e queremos que tenham oportunidade de aprendizado - afirma o secretário de educação Carlos Bennech.
Castelo Branco
Um exemplo de escola que conta com alunos autistas é a Escola Municipal de Ensino Fundamental Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco. Mais de mil alunos, 52 são de inclusão, sendo 10 com Autismo.
Despertar a autonomia do aluno é o objetivo. De acordo com as particularidades de cada aluno, a escola trabalha de um jeito. Sempre integrado aos outros alunos. Ecilda Lacerda é professora na sala de recursos e atende aqueles que precisam de um pouco mais de atenção.

- Trabalhamos a coordenação motora, reforço para identificar as letras, escrever o nome. Também fazemos alguns encaminhamentos com a família. O principal também é a parceria de chamar a família na escola e orientar, porque às vezes tem a dificuldade de saber a quem recorrer para buscar ajuda – relata Ecilda.
A inclusão não ajuda apenas o aluno com deficiência, mas a todos que convivem com ele. A diretora da Escola, Suelen Porto destaca essa união.
- Os colegas também ajudam muito. Eles percebem que o colega tem alguma intolerância ao barulho, ajudam a buscar algum brinquedo, avisam os professores de alguma coisa. É importante que desde a educação infantil já convivam com o diferente. Independente se tem deficiência, todos somos diferentes, mas com os mesmos direitos. Eles crescem com aquele olhar afetivo – conta Suelen.

Para montar a sala de recursos, a diretora Suelen explica que todas as escolas do município recebem repasses municipais e federais. Quando as verbas chegam, identificamos as principais necessidades. Materiais para as salas também já foram enviados para as escolas em anos anteriores.






