Estado concorda com fechamento da maternidade

Hospital Viamão precisa enxugar R$ 650 mil por mês para continuar aberto       

 

Resta um pouco mais de 15 dias até o fechamento da maternidade do Hospital Viamão. Até lá, o Instituto de Cardiologia precisa adquirir a nova ambulância, que deve ficar à disposição das gestantes que forem até o local e estejam precisando de assistência emergencial. Elas serão encaminhadas aos hospitais de rede de Alvorada ou Cachoeirinha.  

Conforme o Diretor Técnico do hospital, João Almir Camargo, a opção pelo fechamento do setor foi uma decisão tomada pela secretaria de Saúde do Estado em conjunto com o Instituto de Cardiologia. O Hospital precisa enxugar R$ 650 mil reais por mês para se manter ativo. Com a exclusão da maternidade, serão R$ 350 mil a menos nesta conta.

— A opção pela maternidade aconteceu por que era o setor com menor demanda. Nascem em Viamão, por ano, uma média de 3.600 bebês. Destes, nós éramos responsáveis apenas por 20%. Pelos cálculos, fica um parto e meio por dia. É complicado deixar equipes de plantão 24 horas para atender esse número — diz João.

Outros setores também passarão por ajustes para se adaptar à política de racionalização dos recursos, João não disse quais serão.

 

Estado diz que repasses financeiros não serão prejudicados

 

A secretaria estadual de Saúde afirmou, através de uma nota enviada pela assessoria de Comunicação, que “não haverá prejuízo quanto aos recursos financeiros destinados à entidade por parte do Estado, pois haverá uma reorganização dos atendimentos dentro das outras unidades próximas administradas pela mesma entidade, Fundação Universitária de Cardiologia, como é o caso do hospital em Alvorada assim como o de Cachoeirinha”.

 

Hospital pediu para prefeitura ceder um médico

 

João Almir diz que para auxiliar na alta demanda de pacientes, um médico – que ficaria destinado a atender casos menos graves (fichas azul e verde) foi solicitado para a prefeitura.

— Nós vamos ceder o espaço apropriado, separado, para atender esses pacientes de menor gravidade.  

 

 

 

 

 

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Compartilhe esta notícia:

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

Receba nossa NewsLetter

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Facebook