Eu e o Nei

A gente se conheceu entre o final de 2012 e início de 2013. Nosso primeiro encontro foi em meio às páginas do livro “O morto pula a janela” que eu encontrei enquanto organizava a estante de livros de uma empresa que eu trabalhava.

Não foi amor a primeira vista, foi uma incessante euforia a primeira leitura.

Sim, eu já sabia que ele cantava. Que era compositor. E que morava no bairro mais queridinho dos porto-alegrenses: o Bom Fim. Mas eu sou do contra. Gosto de fazer análises antes de sair comentando algo por aí. Ou seja, eu não gostava do Nei. Achava queridinho demais. Fofinho demais. Foi então que decide abrir o livro e descobrir os motivos da fama desse cara.

POR QUE NINGUÉM ME AVISOU ANTES?

PORRA, O CARA É MUITO BOM! MA-RA-VI-LHO-SO!

Amei o livro e fui correndo atrás do segundo.

Amei as poesias e voei até o YouTube procurar a discografia completa e poxa, que homem! Que compositor! Que músico!  Eu choro toda vez que escuto a música “Pra te lembrar”... af, tem coisa mais triste que uma canção de amor? Chega a ser lindo só de imaginar! O tempo passou e o Nei ganhou meu coração, as prateleiras do meu quarto – que até então eram ocupadas somente pela Sandy – e minha admiração. Sou grata por saber que existem artistas que levam a profissão a sério: ser artista é ser profundo, sensível, intimo e verdadeiro.

E claro, eu to falando do Nei Lisboa. Gaúcho do Bonfa. Compositor e músico de Caxias do Sul. Me desculpem não ter apresentado antes, mas hoje já somos íntimos, vizinhos de praia e tal. Sabem como é, né?

Se tem um álbum preferido? ÓBVIO. É claro que é “Hein?!”, misturado com “Relógios de Sol” e umas pitadas de “Cena Beatnik”... quer saber? É melhor colocar tudo junto em uma playlist e deixar tocar no modo aleatório!

 

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