A política pública de saúde é composta por uma transição epidemiológica, ou seja, enquanto mais as sociedades vão crescendo e envelhecendo, os problemas de saúde vão se tornando relativos
Por exemplo, na França, o que mais ocorre são problemas relacionados às doenças crônicas (diabetes, câncer, problemas respiratórios…). Enquanto na África, os problemas são relacionados às doenças infecciosas (malária, tuberculose, sarampo…), além de existir as causas externas (acidentes, fatalidades, crimes…).
Para cada tipo de mortalidade, há um tipo de desafio.
Agora, quando pensamos no Brasil, que possui o Sistema Único de Saúde, com acesso universal e que, diferente de muitos outros países, possui tanto a transição epidemiológica quanto doenças infecciosas e, também, um número extremo de causas externas, falamos - sim! - de um colapso na saúde.
Um colapso que é composto por um congelamento de gastos federais, enquanto o Estado e Município vêm gastando mais e mais, para suprir uma lacuna que infelizmente se agravou pós-pandemia e também pós-enchentes.
Precisamos de um sistema mais resiliente e de um debate político que discuta a mudança de aporte financeiro do Governo Federal. Para isso, é importante que todos os vereadores, independente da sua posição política, contribuam e possam se somar com suas articulações, inclusive no Governo Federal, do Partido dos Trabalhadores.
Entre tantos problemas que enfrentamos na saúde pública, existe um esforço conjunto do poder municipal para que essa pauta se mantenha como prioridade. Um exemplo é a própria maternidade municipal, que há anos estava fechada e agora conta com repasses da Prefeitura para ser mantida.
Protocolamos, na semana passada, um projeto que enfatiza o cuidado com a saúde da mulher, que exige separação de leitos para mãe de natimortos (ou seja, aquela mãe que ganhar seu bebê e ele nascer sem vida, ela não precisará compartilhar o mesmo quarto com mães que estejam com seus bebês vivos).
Esse projeto foi construído para pensarmos em uma necessidade que existe e é dolorosa. Então, não podemos simplesmente acharmos que não há uma preocupação desta Câmara de Vereadores com a saúde ou com o futuro da saúde no Município. Esta preocupação não só existe como o assunto é uma prioridade.
Ocorre que muitas das responsabilidades são divididas, e não se resolvem com discurso fácil e tumulto. O que precisamos é de soluções.





