Fazendo as pazes com a comida

Se quiseres realmente entender alguém, é necessário entender como esse alguém pensa. E trabalhar com pessoas, não é uma tarefa muito fácil. Semana passada eu fui ao salão de beleza e uma conhecida me fez uma pergunta: "Isa, como faço para emagrecer?". Obviamente, com tom de brincadeira, pois eu falaria horas sobre isso. Num lugar cheio de mulheres, certamente haveria uma reposta de prontidão, eis que ouço: "corta o glúten que tu emagrece." A resposta, um tanto hilária que ela recebeu foi: "sim, corto o glúten e como o que?" Não preciso dizer que o assunto acabou ali, né?

O que me chamou a atenção foi a relação que ela usou para que o emagrecimento se tornasse possível. Não estou falando da resposta de uma profissional, então me refletiu a relação geral que as pessoas têm. A ideia de que é necessário "cortar" grupos de alimentos, esquecer que eles existem se desprender totalmente de coisas que você gosta de consumir e só então, terá o tão desejado corpo magro. Não pensamos nas necessidades, nas possibilidades e em nenhum porém.

Minha missão é vir aqui lembrar que alimentação deve ser algo humano e totalmente natural. Aquela história de que o proibido é mais gostoso, parece que foi feito para falar sobre dieta. Se me disser agora que não posso mais comer doce, eu com certeza necessitarei de um. Não precisamos odiar alguns alimentos e venerar outros. Precisamos ter uma boa relação com a comida e saber equilibrar as coisas. Sem neuras, ok? Vamos ser felizes de bem com os alimentos!

 

 
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