Texto da Kathlyn Moreira / Agencia RBS
A contratação da empresa que irá duplicar a estrada Caminho do Meio, em Viamão, foi reaberta. As propostas serão recebidas em 23 de outubro
Na semana passada, o governo Leite divulgaria as empresas interessadas em realizar a obra. No entanto, o edital recebeu 13 pedidos de esclarecimento e de impugnação. Destes, nove já foram respondidos. O pedido de impugnação ainda está sem resposta. O advogado Bruno Ely Silveira questiona a falta de clareza nas informações
divulgadas pelo governo sobre os critérios para as desapropriações e remoções necessárias para a obra e destaca que o edital não atende aos requisitos exigidos por lei.
Uma mudança feita no edital tornou a construção R$ 5.288,00 mais barata. O custo projetado é de R$ 146,16 milhões. A obra será executada dentro do prazo de dois anos e três meses. Dessa forma, se não ocorrer atraso, a construção não ficará pronta antes do primeiro trimestre de 2028. Viamão A duplicação em Viamão abrange um trecho de 11,4 quilômetros. O início da obra está previsto para o primeiro trimestre de 2026. Segunda tentativa
Esta é a segunda tentativa de contratação da obra.
Na primeira, o governo revogou a concorrência para aprimorar o edital. O projeto prevê a duplicação da Avenida Protásio, do trecho que vai da Avenida Saturnino de Brito até a RS-040, em Viamão. O trecho da Estrada do Cocão, entre a RS-040 e a Avenida Frederico Dihl, também receberá investimentos. A duplicação também correrá no traçado da via em Porto Alegre e em Alvorada. No entanto, os projetos para essas cidades estão mais atrasados.
Ao todo, 23 quilômetros serão duplicados – 7,3 quilômetros na Capital e 4,3 quilômetros em Alvorada. O custo total da obra é projetado em R$ 284,4 milhões. Além da duplicação são previstos corredor de ônibus, ciclovia, calçadas, novas paradas de ônibus e iluminação. Estudos feitos pela Fundação Estadual de Planejamento
Metropolitano e Regional (Metroplan) apontam que, com a conclusão da duplicação, será possível ganhar 20 minutos no deslocamento entre as cidades, apenas no transporte público. A estimativa é que toda a duplicação seja realizada ao longo de três anos.
Verba perdida
Em 2012, a Metroplan conduziu estudos sobre a duplicação. Um ano depois, a obra recebeu recurso federal, mas a demora em tirá-la do papel fez com que o então Ministério das Cidades anunciasse, em dezembro de 2016, o cancelamento da verba. A proposta era duplicar a via e implementar um corredor de ônibus, melhorando as condições para o fluxo de veículos.





