Guto e a chapa de oposição à presidência

Roberto Robaina, vereador eleito em Porto Alegre, recebeu Guto (d) para uma conversa no início do mês

Mesmo que a oposição seja pequena, ela existe: esse é o recado de Guto Lopes, único vereador do PSol, que pretende pingar água no chopp da candidatura do governo à presidência da Câmara

 

Nem que seja só para marcar posição.

- Como fez o senador Ranolfe Rodrigues no Senado, a Luiza Erondina. O governo não pode querer tudo para si - diz, defendendo  o que pode ser uma incipiente mas provável candidatura de oposição à presidência da Câmara.

Guto não diz peremptoriamente que sim, nem dá o não definitivamente.

- A gente ainda não fez essa discussão. Temos que ver no partido, conversar com outros vereadores, outros partidos - despista.

No fundo, Guto espera contar com o voto de quem é oposição por força das urnas - ele e Adão Pretto Filho, do PT - e de quem esteja de birra com o governo - leia-se: ficou descontente com os espaços que lhe foram oferecidos.

Para bancar a toga da oposição nem precisa ganhar do governo no voto - o que, honestamente, ele mesmo sabe que não é possível. O governo tem pelo menos 15 votos contra seis, e isso se houver unidade da oposição.

Guto só precisa deslocar um ou dois. Daí, engorda o discurso.

 

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