Inter e os caminhos da “salvação” com Roger Machado

Enfim, o Internacional tornou-se um time competitivo! Os sete pontos conquistados nas últimas três partidas revelam evoluções promovidas por Roger Machado e por Paulo Paixão. Intensidade, marcação avançada, transição veloz e maior robustez defensiva. O novo momento permite aos colorados voltar a “sonhar” com objetivos além “constrangedores”, porém necessários, 45 pontos. Uma vaga na pré-Libertadores seria a salvação da temporada, né?

Mas, calma! Um passo de cada vez…

Os três gols contra o Juventude, no Alfredo Jaconi, ilustram com precisão o novo momento técnico e tático da equipe. O primeiro deles foi cruzamento primoroso do novo meia-central, Bruno Tabata, para a cabeça do novo dono da camisa 9: Rafael Borré.

O segundo tento foi assinalado pela maior notícia do Inter em 2024: Gabriel Carvalho, recém saído das fraldas. Passe de Thiago Maia, atuando como camisa 8, não mais preso entre os zagueiros.

O terceiro, marcado pelo “nuevo” lateral-esquerdo titular. Com Bernabei, o time ganhou nova dinâmica ofensiva. O argentino é presença constante no campo de ataque e, com isso, permite que Wesley atue um pouco mais pelo meio, próximo do gol rival. A presença de Thiago Maia “mais solto”, serve também para cobrir o lado canhoto defensivo.

Tabata e Carvalho garantem imprevisibilidade à linha de meias. Atuam como camisas 10 e 7. Nada de ficarem à mercê da marcação adversária. Por vezes, até Wesley “entra na dança” e cai à direita, passando o guri pra ponta canhota. O Juventude “engoliu” o meio-campo do Inter no Gauchão e na Copa do Brasil. Não mais, em duas partidas pelo Brasileirão, agora com o “vira-casaca” na casamata.

Num futebol cada vez mais físico, frenético e intenso, não é mais possível jogadores fazendo “apenas sombra” na recomposição defensiva. Alan Patrick e Valência são úteis e podem voltar a ser protagonistas, mas não com o modelo atual. Somente com adaptações, como a presença de três volantes ou três zagueiros, por exemplo. Na nossa singelíssima visão, é claro!

Neste sentido, dois volantes com poder de marcação elevam a robustez do time. Não apenas permitem o avanço dos laterais, mas garantem mais liberdade aos próprios meias. Futebol requer equilíbrio! Poupado contra o Juventude, Fernando tem dado aula como camisa 5. Não apenas na tábua de defesa, mas “em todas as fases do jogo”, como costuma falar Roger Machado. Leia-se saída de jogo, inversão para os laterais e pontas, passes-chave, entre outros.
Aliás, dá gosto acompanhar as entrevistas do “novo comandante”. Muitas vezes a inteligência é vilipendiada no mundo do futebol. Roger é um notável representante do Futebol Moderno, Contemporâneo, cada vez mais científico. Mas também mudou bastante desde o início da sua jornada. Nos últimos trabalhos, tem valorizado cada vez mais o DNA e a escola gaúcha.

“Fecha a casinha”. Prioriza a circulação de bola com velocidade. Também explora a bola alta. Propõe jogo contra o Cruzeiro no Beira-Rio, mas também dá aula de negação de espaços no Mineirão com um a menos. O Inter parece ter contratado a melhor versão de Roger Machado, como treinador.

Outra “velha-novidade” é o retorno de Andrés D’Alessandro ao Beira-Rio. Não mais envergando a camisa 10, claro, mas como “reforço de peso no vestiário”. Chega para atacar uma das principais mazelas do time, a falta de lideranças à moda antiga.

Semana passada, Borré terminou o jogo como auxiliar de lateral, em Belo Horizonte. Todos correram para abraçar Antoni após a defesa do pênalti. São pequenos detalhes que escancaram a inegável mudança no ambiente do clube.

Roger Machado, Paulo Paixão e D’Alessandro…

O campo normalmente é reflexo dos bastidores!

A atmosfera é, inegavelmente, outra. E tomara que os resultados sigam na mesma levada.

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