Jessé Sangalli saiu do grupo?

Parafraseando o colega Rafael Martinelli, se os vereadores da base do governo municipal tivessem um grupo de WhatsApp (e devem ter), provavelmente os integrantes leriam na noite de sexta: Jessé Sangalli saiu do grupo. 

O vereador, eleito em 2016 com a proposta de estender a Ipiranga até Viamão, desabafou no Facebook com um textão enorme, onde demonstra toda sua insatisfação com a decisão do PSDB Viamão em lançar Geraldinho Filho a deputado estadual, como o candidato do Governo tucano.

A estratégia é simples: repetir o que Alex Boscaini fez em 2010, ao quase eleger o então vereador Zilmar Rocha deputado estadual, ou o que o MDB de Gravataí vai tentar ao lançar Patrícia Alba, primeira dama, candidata a uma vaga na assembleia. Ter um candidato a deputado apoiado pelo governo local não é novidade em Viamão, assim como não é em lugar nenhum. 

O que acontece é que os tucanos raiz, como Jessé, não estão gostando muito da ideia do diretório de trazer um ex quadro do PSOL, seu atual principal rival, para concorrer em nome do Governo. Em 2012, primeira eleição da coligação mudança de verdade, Bonatto e Geraldinho, então rivais na eleição a prefeitura, trocaram farpas no debate da TVE. 

No Facebook, Jessé ressuscitou mágoas contra o governo, e a figura do prefeito André Pacheco, inclusive. É claro que entre o PSOL até o PSDB, Geraldinho ainda passou pelo PSB, que de inimigo na eleição de 2012, passou a integrar a base do governo na Câmara, primeiro com Dilamar de Jesus, depois com Dilamar e Katofa. Mesmo assim Jessé sente-se como se fosse um jogador do Grêmio, no banco de reservas esperando uma oportunidade de Renato Gaúcho e visse o time contratar D'alessandro para jogar no time principal. Ele é bom? É! Mas não deixa de ser estranho…

No textão Jessé não diz se deixa de votar com o Governo a partir de agora, mas com toda a certeza passa a integrar o time dos ex-homens fortes do governo, que insatisfeitos ou deixam a base ou vão para um centrão. Nadim lançou moda, Evandro foi depois, André Gutierres também quis e agora Jessé, que reafirmou sua candidatura a deputado estadual, com ou sem apoio do diretório municipal.

Ainda faltam muitos vereadores para o governo municipal perder a maioria na Câmara, mas o movimento de dissidentes não deixa de ser preocupante. 

Dizem que Maninho Fauri, anos mais votado entre os vereadores e primo do secretário de fazenda do município também quer concorrer pelo seu PSD. 

Se a estratégia tucana de ir até o outro time buscar reforços vai dar certo e Viamão vai ter a famosa vez e voz, em outubro as urnas dirão.

 

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