Na Romaria da Terra, deputado Adão Pretto destaca preocupação com os impactos da estiagem

O deputado estadual Adão Pretto Filho (PT) participou nesta terça-feira (21), feriado de carnaval, da 45ª edição da Romaria da Terra do Rio Grande do Sul, que teve como tema “Terra e Pão: em defesa dos territórios e produção da vida”. O evento aconteceu no Assentamento Integração Gaúcha, em Eldorado do Sul, na região Metropolitana de Porto Alegre.

A procissão reuniu cerca de três mil pessoas de todas as regiões do estado, entre elas, o próximo presidente da Conab, Edegar Pretto, o ex-governador Olívio Dutra e o ex-vereador de Viamão, Guto Lopes. Mesmo com chuva, a caminhada saiu do centro da cidade até o assentamento. Lá, foi realizada a missa campal, celebrada pelo bispo Dom Adilson Busin, da Diocese de Porto Alegre. Ao meio dia, ocorreu o almoço, com a tradicional partilha dos alimentos entre os participantes.

Para Adão Pretto Filho, que começou a participar do evento ainda criança, acompanhado do seu pai Adão Pretto e da sua mãe Otília, além de seus irmãos, este é um momento de reflexão e de unidade daqueles que querem uma sociedade mais justa e fraterna. “A Romaria da Terra é muito simbólica para mim, porque traz a lembrança dos meus pais e nos dá energia e força para seguir lutando pelo Rio Grande. É muito bom estar aqui junto a companheiros e companheiras de todo estado”, salienta.

Durante a celebração, um dos pontos destacados foi a estiagem, que impacta a agricultura gaúcha. Mesmo com a volta da chuva em algumas regiões, a precipitação não é suficiente para amenizar os prejuízos acumulados. Conforme o deputado, há muita preocupação com a situação dos agricultores, porque as perdas são grandes.

“Esta semana, representantes do governo federal estarão na região da Campanha, e eu tenho absoluta certeza que o presidente Lula fará a sua parte. É preciso criar um crédito especial para ajudar essas famílias a permanecerem trabalhando no campo, porque esse setor é muito importante na economia do estado e do Brasil. Nós esperamos que o governo de Eduardo Leite também faça a sua parte para amenizar a dor e angústia dos nossos agricultores, pois na última seca ele prometeu muito, mas chegou pouco lá na ponta”, observa.

De acordo com a coordenação da Romaria da Terra, ao completar 45 anos, a atividade itinerante reforça seu status de referência na celebração da fé, na defesa de lutas populares, reivindicações de direitos dos trabalhadores e de temas que importam à sociedade. O evento foi promovido pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre (Cootap). Com atividades religiosas, culturais e de formação, o local também acolheu o Acampamento dos Povos, que reuniu cerca de 300 pessoas de diversos municípios.

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