Oi Mãe!

Quem conheceu minha mãe certamente não a conheceu como eu a conheci e não sabe sobre ela muito do que sei. Há poucos dias um amigo me perguntou se eu não era o filho predileto, aquele que recebia as maiores atenções e benesses. Respondi que não, pois a preferência de minha mãe recaia sobre um dos meus irmãos. Meu amigo surpreso me perguntou como então eu, quando falo dela, exalto tanto suas qualidades e a sua importância em toda a minha vida?

Respondi que não importa e nunca importou se ela tinha algum preferido e se eu tinha razão ao dizer que seu predileto era meu irmão, nunca me importou ver minha mãe com ares de preferência que eu pudesse receber ou não, sempre a vi de duas formas: primeiro como a pessoa que me ensinou a conjugar o verbo amar e soube me transmitir seus ensinamentos, trazendo sempre junto com isso uma atitude severa e rígida, ensinamentos morais e muita sabedoria em suas palavras; segundo o exemplo de energia e força em tudo o que fazia, buscando o melhor, enfrentando dificuldades com muita força e me trazendo em suas atitudes o exemplo de que as coisas difíceis devem ser encaradas de frente e coragem e honestidade não são predicados e sim obrigações em nossas vidas, sem jamais deixar de dar atenção aos seus semelhantes.

O meu pai também era muito semelhante em suas características, porém inteligência, força e atitude igual à de minha mãe eu jamais vi.

Hoje tenho quatro filhas que são mães e que devem ver na imagem de sua avó o exemplo de como uma mãe deve agir. As minhas filhas são mães maravilhosas e a elas rendo minhas homenagens e também à minha esposa que sempre soube ser a melhor mãe.

Assim é que vejo a minha mãe e as mães que mais perto de mim estão e gostaria de dizer à minha mãe: Oi Mãe, tudo de bom pra ti.

 

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