Novembro já está batendo na porta. E o que ele traz consigo além da proximidade com as festividades de final de ano e o calor? Os problemas com a falta de água. Como será o verão que nos espera? Teremos filas nas “bicas”, como de costume? Para tentar responder alguns destes questionamentos, o Diário traz hoje a primeira de três matérias que estamos produzindo sobre o tema.
O problema não é novo. Em dezembro de 2013, em razão das altas temperaturas registradas em conjunto com o consumo excessivo de água e a ausência de chuva, Viamão ficou mais de uma semana sem água e o prefeito Valdir Bonatto decretou situação de emergência.
Já em 2015, os motivos foram outros. Devido às fortes chuvas e enchentes que atingiram a Região Metropolitana em julho, algumas regiões de Viamão, novamente, passaram uma semana inteira sem abastecimento.
Por isso, ainda no final de 2015, foram apresentados os detalhes do novo contrato de concessão para o fornecimento de água e serviços de saneamento, com metas claras e definidas, realizáveis a curto, médio e longo prazo. Conforme o contrato, em até 50 meses, a Corsan terá que construir, licenciar e operar uma Estação de Tratamento de Água (ETA) dentro do território de Viamão. Com isso, o sistema de abastecimento terá maior garantia, evitando o desabastecimento tanto pelo racionamento da água, quanto pelas chuvas.
Em relação à nova estação de tratamento, o superintendente da Região Metropolitana, André Gutterres Borges, diz que é possível que até o final deste ano parte da obra já esteja licitada.
--- A previsão que temos é que sejam iniciadas as licitações do primeiro lote de obras. Nós já iniciamos a compra dos materiais e devemos estar recebendo em seguida os tubos da adutora. Estamos vendo com a prefeitura, neste momento, onde vamos deixá-los guardados. Atualmente, a Corsan já tem financiamento assegurado de R$ 56 milhões, mas é bem provável que o valor total desta obra ultrapasse os R$ 100 milhões.

Mapa da nova rede
VIAMÃO CONSOME 850 LITROS DE ÁGUA POR SEGUNDO
André explica também que atualmente o consumo de água de Viamão varia de 800 a 850 litros de água por segundo. Destes, 750 litros por segundo são fornecidos por Alvorada e o restante, cerca de 80 litros, vem da Estação de Tratamento do Fiúza. Construída na década de 50 para atender todo o perímetro urbano de Viamão da época, hoje a ETA Fiúza abastece parte do Centro da cidade.
--- A nova ETA está projetada para fornecer 860 litros por segundos. Ou seja, não será mais necessário vir água de Alvorada, que poderá abastecer melhor os municípios de Gravataí e Cachoeirinha --- explica.
Para este verão, segundo André, a Corsan está melhor preparada e as chances de acontecer um desabastecimento, como em 2013, é menor.
--- Nós temos cinco grupos de máquinas em Alvorada: três trabalhando ao mesmo tempo e dois na reserva. Temos um diferencial este ano, por que hoje temos condição de colocar mais um grupo de máquinas para trabalhar e ficar com quatro. Antes, isso era inviável. Se ligássemos o quarto grupo, sobrecarregaria as redes elétricas. Com a troca da rede, isso agora é possível --- explica.





