A sessão de quinta-feira, dia 5 de junho, da Câmara de Vereadores de Viamão foi histórica por abordar um tema fundamental para a população. Não bastasse a crise na saúde pública enfrentada por hospitais, UPAs e unidades de saúde, com emergências lotadas, principalmente por casos de gripe e dengue, no município a situação se agrava pelo caos que se instalou no Hospital Viamão.
O tema levou o prefeito Rafael Bortoletti (PSDB) e a secretária municipal da Saúde, Michele Galvão, ao plenário do Legislativo, para explanarem a situação aos vereadores e à comunidade. Coube a dois vereadores oposicionistas – Alex Boscaini (PT) e Maurício Carravetta (Progressista) – e outros dois situacionistas – Plínio Konig (PSDB) e Thiago Gutierres (PSD) – encaminhar questionamentos ao prefeito e secretária, em nome dos demais parlamentares e da comunidade representada na Câmara.
Nesta reportagem serão reproduzidos os principais trechos da fala de Plínio Konig - que também é presidente da Comissão de Saúde da Câmara - e, nas próximas, pela ordem das manifestações, do vereador Maurício Carravetta, Thiago Gutierres, do prefeito Bortoletti e da secretária da Saúde, Michele Galvão.
Confira!
"Gostaria de começar dizendo que não sei se não seria mais confortável se a secretária tivesse ficado aqui conosco, como vereadora mais votada da cidade. Nós lhe emprestamos um tempo, para o Município porque esse Município estava precisando muito da senhora, do seu conhecimento, da sua habilidade na lida com a saúde da nossa cidade. Quero parabenizá-la pelo serviço que a senhora vem fazendo até agora à frente da saúde. Sabemos que a senhora assumiu a secretaria, de fato, nesta gestão, se tratando do Hospital Viamão, ou seja, há 150 dias".
"Na gestão dos últimos seis meses do ano passado, a secretária Michele não estava no comando da secretaria da Saúde, porque se retirou do caro para concorrer à vereadora. Nós temos que fazer um comparativo, sim, da saúde do Hospital Viamão. Mas é um comparativo que não podemos fazer usando a realidade atual, que é a mesma do Estado, do País. A comparação que precisamos fazer é com aquilo que sempre foi o Hospital Viamão, e do jeito que está agora. É essa a verdadeira comparação. Porque, como já venho dizendo, é muito simplista dizer que naquele momento, não termos tido a coragem de fazer a aquisição do hospital e nós esperarmos mais 30, 40 ou 50 anos para fazermos as melhorias necessárias".
"E tem que ter coragem, sim, num momento tão delicado que atravessa a saúde pública. A gente fazer uma aquisição deste tamanho e começar, ali, um compromisso com a população, para realizar as melhorias tão importantes e necessárias para uma comunidade com mais de 250 mil moradores que há muitos anos está na UTI. Concordo com quem diz que a saúde está na UTI, mas não é só a saúde de Viamão, não é uma particularidade nossa. E aí, temos que entender que os repasses da União não são aquilo que deveriam ser, com cortes de verbas, quando a gente tem consciência de que o Estado também não cumpre a sua parte e, cada vez mais, e quanto mais não atendermos as especialidades, o que é uma função do Estado, estas pessoas vêm parar no Hospital Viamão, vêm parar na UPA".
"A gente sabe que a responsabilidade pela saúde é tripla: Município, Estado e União. Temos que entender que a média e alta complexidades não é responsabilidade só do Município, então, tendo esse entendimento, a gente precisa saber que foi muita coragem sim, de adquirir esse hospital. Não tenho dúvida alguma que, comparado com ele mesmo, já tivemos muitos avanços. Tenho certeza que aquilo que se melhorou dentro do Hospital Viamão nestes últimos meses, principalmente agora nesta administração, muitas vidas já foram salvas. Tivemos a construção de UTI, sala de AVC, recursos repassados pelo município além do índice exigido por lei, mas estamos ainda muito preocupados".





