Tumulto, rua trancada e uma sessão que não terminou - de novo

Manifestantes e vereadores da oposição desceram até a Cel. Marcos e pararam o trânsito por alguns minutos | Divulgação, CMV

Sessão que apreciaria o veto ao projeto de lei que revoga em definitivo a lei que proíbe pardais acabou por falta de segurança, hoje. Cel. Marcos foi trancada

 

O presidente da Câmara, Xandão Gomes (PRB), resolveu adiar para terça-feira a conclusão da votação depois que um grupo de pessoas no plenário reagia a cada fala de vereador.

- Não tínhamos segurança para continuar e o regimento me permite encerrar os trabalhos numa condição dessas - justificou.

Assim, a polêmica do veto segue por mais uns dias - e mantém aberta uma enorme janela que vem criando em motoristas autuados a expectativa pela derrubada de suas multas. Eles tentam pressionar vereadores a derrubar o veto do prefeito e manter a lei do vereador Armando Azambuja, aprovada em 2002, que proíbe controladores eletrônicos de velocidade em Viamão.

Mesmo que o Código de Trânsito avalize pardais e caetanos, com a lei de Armando em pé alguns enxergam a possibilidade de uma ação judicial barrar a aplicação das multas.

É nesta esperança que os manifestantes se agarram.

 

Rua trancada no centro

 

Assim que sessão encerrou, o mesmo grupo de manifestantes que ocupava a plateia no plenário da Câmara desceu as escadarias da Casa e se juntou a outros que vieram de várias partes da cidade. A rua Coronel Marcos chegou a ser trancada por alguns minutos - mas, em seguida, liberada.

 

A sessão que acabou

 

Já na terça-feira, a sessão da Câmara havia sido encerrada prematuramente antes de vencida a pauta em razão de ausência de quórum. Vereadores da base do governo deixaram o plenário antes da apreciação do veto intimidados pelo mesmo grupo de manifestantes que tomou conta do plenário hoje.

Mesmos manifestantes que prometem voltar à Câmara na terça que vem.

Com o adiamento de hoje, o veto toma a terceira sessão consecutiva da Câmara e tranca a pauta de votações há quase 10 dias.

 

Na política, muitas cobranças

 

Enquanto a oposição surfa na onda da popularidade, o governo amplia sua cobrança política pela unidade da base - inclusive sobre Xandão.

Parlamentares da base avaliam que a atitude do presidente em adiar a votação do veto amplia o desgaste do governo com o episódio - e abre margem para o distanciamento de vereadores da própria base.

Antes da sessão, por exemplo, havia o temor sobre o voto de Evandro Rodrigues, recentemente eleito para direção do PSDB de Viamão, mas que se manifestou pelo facebook dizendo ser contrário às multas aplicadas de dezembro para cá sem o promulgação do veto que deveria ter sido votado hoje e não foi.

- Minha posição é bem clara contra as multas irregulares, mas sabemos que esse veto não muda nada. Tem muita gente sendo enganada achando que os vereadores podem tirar essas multas. Isso não existe - comentou Evandro, logo depois da sessão ser encerrada.

De acordo com os corredores da Câmara, Nadim Harfouche, do PP, também estaria inclinado à votar  contra o veto já na terça-feira passada. O Diário não conseguiu confirmar com ele essa informação.

LEIA TAMBÉM

VÍDEO - Entrevista com Armando Azambuja (PT) sobre a polêmica das multas

VÍDEO - Entrevista com secretário Nilton Magalhães sobre a polêmica das multas

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Compartilhe esta notícia:

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

Exaustão

Salete havia decidido mudar de vida. Morava num pequeno sítio no interior de São Paulo. Mas pensava que seria mais feliz na capital.Engano profundo. Na capital moravam os grandes vícios.

Leia mais »

Cachorro e Cuia

Nesta cidade praiana o comum eram cachorros e cuias. Não dá pra dizer que não era umacidade sonho gaúcho. Era. Outono,quase inverno,e as poucas pessoas que circulavam na ruatinham este

Leia mais »

Receba nossa News

Publicidade

Facebook