Um diálogo

Dois amigos se encontram após muitos anos sem ter havido qualquer tipo de contato e:

- E aí cara, como tu vais?

- Pois é! Estava por aí sem ter o que pensar ou fazer e não é que lembrei de ti, dos nossos encontros com a turma, das alegrias e festas que compartilhamos e de tantas outras coisas interessantes pelas quais passamos nesta vida.

- Não brinca, tchê! Pois sabe que tenho recordado de muito do que a vida nos deu de bom em épocas passadas. Alegrias, os filhos, os passeios com a família, enfim, tanta coisa boa que pensar na nossa amizade é fazer retornar para o agora a felicidade que sempre esteve conosco e o melhor foi te encontrar e saber que nada disso passou, já que sempre carregamos conosco a lembrança, o momento de felicidade e tudo o que tem de bom nesta vida.

Os dois amigos ficaram mais de hora conversando. Sentaram em um bar, tomaram um café juntos, riram muito e falaram com in spiração sobre vida, alegria e amor, em nenhum momento se ouviu algo triste ou lamentação. Após algum tempo se despediram, trocando informações sobre o número de telefone e se comprometendo a um novo encontro para sorrir e festejar a vida, pois sempre foi assim.

Após se separarem um deles foi para sua aplicação de radioterapia, pois tratava um câncer de pulmão que insistia em querer lhe roubar vida alegria e felicidade, enquanto o outro foi para a consulta ao seu médico oncologista que estava reiniciando a quimioterapia para um tumor de rim, contra o qual já lutava há alguns anos.

O que fica deste encontro? Uma simples mensagem: “Por pior que esteja a tua vida, sempre podes encontrar alegria e felicidade em palavras amigas e lembranças felizes, fazendo com que tuas agruras do hoje também sejam passageiras".

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Compartilhe esta notícia:

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

Exaustão

Salete havia decidido mudar de vida. Morava num pequeno sítio no interior de São Paulo. Mas pensava que seria mais feliz na capital.Engano profundo. Na capital moravam os grandes vícios.

Leia mais »

Cachorro e Cuia

Nesta cidade praiana o comum eram cachorros e cuias. Não dá pra dizer que não era umacidade sonho gaúcho. Era. Outono,quase inverno,e as poucas pessoas que circulavam na ruatinham este

Leia mais »

Receba nossa News

Publicidade

Facebook