As missões de Bonatto para os últimos 30 dias de governo

Valdir Bonatto (d) e o engenheiro Nilton Magalhães vistoriando uma obra da Prefeitura

Prefeito que encerrar 2016 e deixar um legado – e está disposto a investir politicamente nisso nos dias que lhe restam de governo

 

Se você estivesse a um mês da aposentadoria, já teria diminuído o ritmo, certo?

Talvez porque não seja mesmo a aposentadoria dele – nem de longe –, Valdir Bonatto se negue a tirar o pé do fundo do acelerador. Ao contrário: nas curvas que o final do ano lhe reserva, o prefeito ainda quer suas marcas sobre o asfalto.

Um legado do seu governo.

O primeiro e mais ruidoso é a aprovação pela Câmara de Vereadores do Masterplan Viamópolis e o polêmico projeto que dá novo uso à área da antiga fábrica da Mu-mu. O projeto já tramita na Câmara e deve ser votado logo na primeira semana de dezembro.

Hoje, o governo luta para consolidar uma maioria que se mostra instável – mas a proximidade do novo governo deve garantir os votos necessários à aprovação, que conta ainda com o apoio pessoal de Dédo Machado (PDT), o mais notório desfalque da oposição.

A segunda meta – ou seria a primeira? – é fechar as contas de 2016. Não fossem tempos de crise e isso seria só mais uma das corriqueiras tarefas do ato de governar. Com menos dinheiro em caixa, é preciso compatibilizar os gastos para manter salários em dia, pagar o 13º dos servidores e garantir os investimentos obrigatórios e constitucionais em Saúde e Educação.

 

Terreno para ampliar o hospital

 

Bonatto quer, ainda, agilizar o leilão de áreas pertencentes ao município para compra do terreno onde deve ser feita a ampliação do Hospital Viamão. A lei que autoriza o leilão e indica as áreas para venda foi aprovado na Câmara na semana passada.

Ontem, um leiloeiro habilitado já esteve na Prefeitura buscando informações para promover o certame.

O terreno que será doado ao hospital custa cerca de R$ 2 milhões. Com ele, o hospital pode antecipar etapas para ampliação, como registrar e aprovar os projetos de engenharia e arquitetura, terraplanagem e acessos.

Para a obra propriamente dita, o governo do Estado deve recuperar sua capacidade de investimento e ainda falta uma participação efetiva do governo federal na “vaquinha” para dota a cidade de uma unidade hospitalar com mais recursos.

Mas Bonatto entende que, se o terreno estiver comprado e com a documentação em dia, quando houver condições, as amarras já estariam desatadas.

 

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