O clima na manhã desde domingo (02) de eleição foi de calmaria em Viamão, com movimentação apenas junto aos locais que concentram o maior número de sessões eleitorais, como o Marista Graças, as escolas Farroupilha, Setembrina, Luciana de Abreu e Isabel de Espanha, entre outros.
Os tradicionais “tapetes” com santinhos de candidatos também não foram registrados com o mesmo volume de anos anteriores.
--- O pessoal tá em cima, não dá para facilitar --- disse uma mulher que distribuía a tradicional colinha com nome e número de um candidato na frente da escola Luciana de Abreu.
Mas estão permitindo boca de urna?
--- Não, né! Mas a gente sempre dá um jeitinho --- completou a cabo eleitoral entre risos e se afastando para encerrar a conversa.
RAPADURA
Na frente da Escola de Ensino Médio Setembrina o vendedor Álvaro Chaves aproveitou para faturar um extra nesse domingo de eleição. Ele vendia rapaduras, carrapinhadas e pé-de-moleques, e disse que estava vendendo bem.
--- Hoje está bom, muito bom. O pessoal está comprando bastante --- garantiu.
BIOMETRIA
O maior problema registrado em Viamão e que provocou filas e demora na votação foi a utilização, pela primeira vez, dos sistema de identificação biométrica dos eleitores. Na escola Setembrina, vários eleitores se queixaram na demora na fila.
Uma das mesárias disse que parte dos dispositivos não estava reconhecendo a digital dos eleitores, o que obrigou a fazer a identificação por outros meios, a partir da data de nascimento e apresentação de documentos.
É a primeira vez que o sistema biométrico está sendo empregado nas eleições em Viamão.
PRISÕES
Até o começo da tarde desde domingo os cartórios eleitorais não confirmaram a ocorrência de detenções de eleitores, cabos eleitorais ou candidatos por prática de campanha irregular, como a chamada boca de urna.
Até o final do dia são esperados 134.827 eleitores nas zonais 59 e 72 da Justiça Eleitoral de Viamão. Em todo o Brasil são 144.088.912 eleitores e, no Rio Grande do Sul, 8.362.830.





