O Sextilho da Vereança – O DV está publicando uma série de entrevistas com os 21 vereadores eleitos para a legislatura 2025-2028. Seis perguntas, jogo rápido, sem burocracia. O personagem desta reportagem está chegando no terceiro mandato em alta no Parlamento.
Chegando no terceiro mandato, com votação crescente, Rodrigo Pox é um dos vereadores mais próximos de Rafael Bortoletti, o prefeito eleito. Depois de dois mandatos no PDT, chegando a liderar a oposição e destacando-se pela luta contra o pedágio da 118, Pox aproximou-se do governo e, demonstrando habilidade política, poderia ter sido presidente já em 2024. Abriu mão em prol da harmonia e abrirá a próxima legislatura no comando da Casa do Povo.
1 – Por que decidiu ser vereador?
- Acho que, hoje em dia, tudo no mundo gira em torno da política. A vida, a nossa vida, é uma política. A gente tem que tomar decisões, se envolver. Para isso, é necessário estar na política. Eu sempre fui apaixonado por política. Em casa, só se fala de duas coisas: futebol e política. Eu acordo cedo e já assisto ao noticiário político, e também vejo jogos de futebol. Só essas duas coisas me interessam, futebol e política. E acredito que, quanto mais pessoas boas se interessarem por política, mais poderemos construir um mundo melhor, uma cidade melhor, um estado melhor. Porque é fundamental ter pessoas boas na política. Então, quem se interessar por política, especialmente as pessoas do bem, eu acredito que as coisas vão andar para frente. Agora, enquanto houver pessoas que não são do bem, que representam um retrocesso, as coisas não vão avançar. Eu acredito que tudo se define na política, então temos que enfrentar essa realidade e nos envolver para tentar colaborar de alguma forma.
2 - Como enxerga Viamão hoje?
- Enxergo Viamão como uma potência. Nossa cidade tem muitas coisas que outras não têm. Somos vizinhos da capital, temos aqui duas ERS, a 040 e a 118, que ligam diretamente ao litoral e à freeway. Temos para onde crescer, tanto aqui pela 118 quanto para a nossa zona rural. Tem Itapuã, que pode crescer em outros aspectos, como turismo e um porto no futuro, talvez. Nosso potencial de crescimento é enorme. Nos últimos tempos já tivemos esse avanço, mas tem muita coisa para acontecer ainda. Somos uma das cidades do Rio Grande do Sul que mais têm capacidade geográfica para crescer.
3 – Primeiro projeto a ser apresentado nessa nova legislatura, já tens?
- Eu sempre tenho vários projetos que eu estudo. Eu estou fazendo dois agora, porque um projeto não é simples assim. Eu estou estudando um que é implantar o PIX nas passagens dos ônibus, e o outro, câmeras no fardamento da nossa Guarda Municipal, que é um projeto mais macro, mais do Executivo. Então, eu tô sempre alinhando com o governo também para não ficar pautando assuntos muito mais macro. Mas o que está no forno mesmo agora é a implantação via PIX no transporte da nossa cidade, da empresa Viamão.
4 – Que áreas considera importante que o novo governo deva dar prioridade?
- Eu acho que o nosso governo pode focar no pequeno e médio comerciante da cidade, até mesmo no produtor rural. Nós temos que fazer uma cadeia tanto na área rural de produção, de plantação, quanto aqui para o lado urbano, com a valorização dos comércios, atraindo pessoas que querem investir na cidade. Obviamente que o sonho é ter grandes empresas. O grande desafio é fazer o nosso dinheiro girar mais na cidade. Não tem que ir para Gravataí, Porto Alegre, outros lugares, fazer a nossa moeda girar lá. O grande desafio é fazer turismo, tanto no turismo quanto no comércio.
5 – Quanto à relação da Câmara de Vereadores com a sociedade, como entende que poderia haver mais transparência, mais interação? Como aumentar a credibilidade da Câmara?
- Acho que a pessoa tem de entender, e o vereador também precisa entender isso, sobre a importância de um Parlamento. É onde está toda representação da cidade, e o vereador é o meio de campo entre as vilas e suas lideranças com o Executivo. Só que o nosso Parlamento vem sangrando há muito tempo, com figuras antigas da política que já passaram do ponto. Por isso eu acho que essa renovação foi muito importante. Só que não adianta ser um novo e ter a prática dos velhos. Temos de apostar que os novos façam também uma política nova, do bem e do trabalho. Isso não tem a ver com o número de mandatos. O que vale muito é o caráter, visão, projeto. É tentar trazer, de novo, a dignidade para o nosso parlamento municipal. A Câmara de Vereadores precisa voltar a ter dignidade e respeito. Durante muito tempo isso foi perdido. É o grande desafio. Não adianta ser novo, no primeiro mandato, e ter a mente dos velhos. Tem que ser novo, com a mente nova, com ideias novas e fazer política para as pessoas.
6 – Que legado gostaria de deixar após os quatro anos de mandato?
- O legado que eu gostaria de deixar é o que nós viemos trabalhando sempre. Temos um mandato muito pautado por diversos assuntos. Mobilidade urbana, turismo, pequeno comerciante, esporte, é trabalho de base, de rua. A gente quer fazer uma política diferente. O vereador não é profissão. Você está vereador, daqui a pouco você não está mais, mas tem que encarar isso como um compromisso. Você recebe um salário e tem que estar à disposição do povo, de quem paga o seu salário. Trabalhando na Câmara, dentro do seu gabinete, para fazer uma boa gestão. Trabalhar para as pessoas. Acho que o grande desafio é deixar a marca nas coisas que agregam e avançam para as pessoas.





