Deputada Laura Sito vai homenagear mais de 300 mulheres negras com a Medalha Preta Roza; uma heroína real

Honraria já foi entregue na Assembleia Legislativa em 2025

Mais de 300 mulheres negras de diferentes regiões do Rio Grande do Sul serão homenageadas no próximo dia 13 de junho, em Porto Alegre, durante a cerimônia de entrega da Medalha Preta Roza. A iniciativa é promovida pelo mandato da deputada estadual Laura Sito (PT) e tem como objetivo reconhecer trajetórias de luta, resistência e contribuição para a transformação da sociedade gaúcha.

A solenidade ocorrerá às 14h, no Centro de Eventos Barros Cassal (Rua Dr. Barros Cassal, 220 B, bairro Floresta, Porto Alegre), reunindo mulheres que atuam em diferentes áreas, como educação, cultura, política, trabalho social, saúde, segurança pública, militância e empreendedorismo.

Segundo a parlamentar, a homenagem busca valorizar histórias que muitas vezes permanecem invisibilizadas, apesar do impacto que produzem em suas comunidades e territórios.

A Medalha Preta Roza foi criada para reconhecer o protagonismo das mulheres negras e reafirmar sua importância nas transformações sociais. Em edição anterior, a premiação reuniu homenageadas de mais de 50 municípios gaúchos, contemplando lideranças que se destacam em diferentes áreas de atuação.

Para Laura Sito, a honraria representa mais do que um reconhecimento individual. Conforme a deputada, trata-se de uma afirmação política de que as mulheres negras ocupam papel central na construção da sociedade, mesmo diante das desigualdades históricas e das tentativas de apagamento de suas trajetórias.

A parlamentar afirma que Preta Roza simboliza a insurgência negra no Sul do Brasil e representa as inúmeras mulheres que, diariamente, resistem, cuidam de suas comunidades, criam oportunidades e ajudam a construir o futuro.

A origem da medalha está ligada à história de uma personagem real do Rio Grande do Sul. Preta Roza foi uma mulher negra escravizada que integrou o quilombo liderado por Manoel Padeiro, na década de 1830, no sul do estado. Reconhecida por sua atuação como combatente e estrategista, chegou a se disfarçar de homem para circular em espaços de poder e obter informações consideradas fundamentais para a resistência quilombola.

Comparada à Rainha Jinga de Angola, Preta Roza morreu em combate contra capitães do mato enviados por charqueadores escravistas em 1835. Sua trajetória tornou-se símbolo da resistência negra e da luta das mulheres por liberdade e justiça.

Ao anunciar a edição de 2026 da homenagem, Laura Sito destacou que a cerimônia será um momento de celebração da força, da ancestralidade e das contribuições das mulheres negras gaúchas.

“São lideranças, trabalhadoras, educadoras, artistas, militantes e tantas outras mulheres que carregam a força da nossa ancestralidade e constroem um futuro mais justo para todas e todos. A Medalha Preta Roza é um reconhecimento a essas histórias de luta, resistência e inspiração”, afirma a deputada.

Primeira mulher negra eleita deputada estadual no Rio Grande do Sul, Laura Sito tem trajetória ligada ao movimento negro e ao movimento estudantil desde a adolescência. Atualmente, também preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e atua em pautas relacionadas ao combate à fome, à promoção da igualdade racial e aos direitos das mulheres.

Lauta é pré-candidata a deputada federal e tem base também em Gravataí, Cachoeirinha e região.

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