A falha não é uma sentença, ela faz parte do processo.

Imagine se a vida fosse escrita de caneta permanente, aquela caneta que não permite que possamos apagar. Imagine que todas as nossas ações não pudessem ser retratadas, imagine que não pudéssemos nos arrepender ou voltar atrás. Imagine que tudo o que você fizesse a partir de agora, seria como uma sentença, uma intensidade, um último grito. Mas a vida não é assim, ela muito mais flexível e volátil do que isso. Ela é dinâmica e deságua todos os dias de um jeito diferente. Agimos constantemente sob uma pressão e uma cobrança que vem de nós mesmos, como se o erro fosse um ponto final na nossa história. E se eu me apaixonar e não der certo? E se eu trocar de emprego e não acontecer o que eu esperava? E se eu decidir mudar agora? O que pode despencar e o que eu posso perder? Nossas ações sempre pautadas no fim, acontece que é muito mais do que isso que as escolhas nos reservam… Elas reservam muitas falhas sim, mas a falha não é uma sentença final. A falha é parte de um universo de coisas que envolvem o processo de mudar, de ir em frente. Só falha quem vai em frente, só falha quem arrisca, quem põem a mão no fogo. E só de falhas se viverá? Não mesmo. Porque quem falha, uma hora acerta! Porque se permitiu entrar nessa roda viva, nesse fluxo de acontecimentos que dá medo e que exige coragem. Por isso, a falha não é uma sentença para a nossa história. Um fracasso em um projeto, um casamento pode ter decepcionado, um emprego que não supriu as expectativas. Nada disso define o nosso destino, muito menos o que será de nós no futuro. Apenas significa que estávamos por aí, dando a cara a tapa, e é por isso que acabamos por falha. E que bom, porque o erro está ai para aqueles que tentam, tentam e tentam de novo. Ás vezes com medo, ás vezes em um ímpeto de coragem. Mas que bonito é tentar, e que bonito falhar. Porque só falha quem caminha, só acerta quem aceita o risco de quem sabe, falhar. Portanto, que nossos corações possam se acalmar diante dos momentos em que sentimos que não tomamos a melhor decisão, porque é possível se voltar atrás. É possível ir para a frente também, e não olhar mais para trás. É possível escrever novas coisas para nós mesmos, nunca em linha reta, porque esse processo acontece de modo abstrato e diferente para cada um. E tudo bem, tudo bem tropeçar no meio desse caminho, ele é grande e nos permite coisas inimagináveis. 

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