Angelo quer ser prefeito

Angelo Gabriel Cunha Vieira, 14 anos, quer se candidatar à vereador nas próximas eleições

Preocupado com o futuro, engajado em causas sociais, incentivador da educação, o estudante Angelo Gabriel Cunha Vieira, de apenas 14 anos, não é um adolescente comum. Seu sonho não é ser jogador de futebol, médico, advogado, engenheiro ou qualquer outra profissão desejada por meninos desta idade. Angelo quer se eleger vereador aos 18 anos e, no futuro, se tornar o prefeito de Viamão.

E ele já vem trabalhando para que isso aconteça. Na última semana, entregou um projeto para a secretaria de Educação, que trata sobre criação de grêmios estudantis nas escolas municipais. Angelo acredita que os adolescentes são o futuro do país e que eles só podem fazer boas escolhas se entenderem de democracia desde cedo.

— Esse é um projeto que tentamos colocar em práticar no ano passado, mas não deu certo. No lugar, criamos outro e trabalhamos temas como bullying e drogas, foi bem legal. Aproveitei as minhas férias deste verão, melhorei algumas partes junto com a minha professora e levamos até a secretaria de Educação. Acho que o grêmio estudantil faz muita diferença, dá espaços para jovens como eu, que gostam de expor suas ideias e criar novos projetos — diz. 

Ao contrário do que acontece com muitos jovens, ele não foi influenciado pela família a optar por este caminho.

— Minha família não é ligada à política ou a qualquer partido, nem costumam falar sobre isso em casa. Só o meu avô que uma vez concorreu a vereador e fez pouco mais de 50 votos, já que nem santinho ele tinha. Essa vontade é espontânea e nasceu comigo. Desde cedo eu gosto de estar envolvido em causas sociais, ajudar as pessoas através dos meus projetos. Por isso, quando completar 16 anos (a idade permitida) vou me filiar a um partido político. Gosto muito do Partido Social Democrático (PSD), foi o que mais se encaixou com a minha filosofia.

Aluno da escola Santa Cecília e atualmente cursando o nono ano, Angelo teve seu primeiro contato com a política na sala de aula.

— Um dia o ex-prefeito Bonatto e o vereador Maninho Fauri estiveram na minha turma e conversaram um pouco sobre política. Eu achei muito legal. Na saída, pedi para conversar um pouco mais com ele, eu pude conhecê-lo e hoje até frequento o gabinete — conta.

 

2020, a vez do candidato Angelo

 

Ele diz que irá concorrer a vereador nas próximas eleições municipais. Sua principal bandeira será a educação, a saúde e a aproximação com o povo das periferias. Para ele, o que falta nos políticos de Viamão é o diálogo com os mais pobres.

— Uma pessoa sem educação é uma pessoa sem nada, com certeza será minha prioridade. E isso que muitos dizem que eles só aparecem 45 dias antes das eleições nas vilas para dar aperto de mão é verdade. Já morei na Capororoca, Augusta e hoje moro na Santa Isabel e posso dizer que a comunidade precisa de políticos que venham até elas ouvir o que elas realmente precisam. Acho que todo vereador deveria ter um gabinete itinerante. 

 

"Sou criticado na escola"

 

Angelo sabe que está na contramão em relação à maioria dos adolescentes. Ele conta que quando tenta conversar sobre política com seus colegas, na escola, não é bem aceito.

— Eles me dizem: o que você quer com isso? Eu sinto que o jovem está regredindo. Eles não tem preocupação com nada. A política move o mundo e ela não é discutida na escola. Os meus colegas odeiam política e isso reflete nos péssimos gestores que são eleitos. Às vezes eu me questiono se sou normal por já pensar assim desde criança — reflete. 

No futuro, Angelo pretende cursar a faculdade de Ciências Políticas. 

— Eu já fiz um curso profissionalizante de administração, era o mais novo da turma. Neste ano quero fazer um técnico em Enfermagem, muitas pessoas da minha família trabalham com saúde e eu acho muito legal. 

  

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